Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 08/11/2022
No filme Wall-E, produzido pela Disney, a questão da vida do ser humano ligada à tecnologia exacerbada evidencia os impactos na saúde e nas relações sociais causadas pelo comodismo que o mundo moderno proporciona. Paralelo às telas, a contemporaneidade dialoga analogamente à obra, haja vista que o sedentarismo do século XXI explicita a domestificação da população frente às distrações da modernização, criada e perpetuada por uma sociedade sustentada por pilares de comodismo e de negligência.
Nesse sentido, a principal causa do aumento do índice de sedentarismo está ligada ao poder de sedução das tecnologias do mundo contemporâneo e à falta de limites pela população. Isso por que, domestificada pelos recursos da tecnologia, a sociedade se vê cada vez mais dependente desse meio e abandona hábitos saudáveis antes praticados, como ocorre com a substituição das caminhadas pelos carros e dos alimentos naturais pelos industrializados. Dessa forma, a dependência pelas facilidades da vida moderna margeia o comodismo e tem como consequência o contínuo desgaste da população.
Além disso, a atualidade vive em conformidade com Isaac Newton: “Um corpo tende a permanecer em repouso até que uma força contrária atue sobre ele”. Dessa forma, observa-se a contraproducência da população a qual convive com o sedentarismo que, por se manter inerte às necessidades de rigidez quanto à conciliação entre hábitos saudáveis e tecnologias facilitadoras, permite que outros problemas inerentes ao sedentarismo se intensifiquem, como a depressão, a obesidade e a hipertensão.
Destarte, a força que faz com que a atualidade supere a inércia de Newton deve vir do Ministério da Saúde, que é base da saúde pública, em parceria com a mídia - por possuir alto poder de coersitividade - na criação de projetos, como campanhas e propagandas que explicitem as causas e as consequências do sedentarismo e estimule o uso consciente dessas tecnologias facilitadoras, a fim de tornar notório esse problema latente na sociedade. Assim, será possível se desprender da domestificação e do comodismo propostos pelo filme.