Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 14/04/2022
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão do sedentarismo. Nesse contexto, o sedentarismo é um desafio no Brasil e persiste devido, não só à formação familiar, mas também à base educacional.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a formação familiar presente na questão. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a problemática do sedentarismo apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo. Sendo assim, o caminho inicial para combater o sedentarismo no Brasil está em reverter esta mentalidade prejudicial, enraizada nas famílias.
Além disso, cabe ressaltar que a base educacional é um forte empecilho para a resolução do problema.Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o sedentarismo, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Portanto, um caminho para o combate à problemática no Brasil é incentivar a população a buscar informações de fontes confiáveis, e assim, conhecer seriamente o problema.
Portanto, para que o sedentarismo deixe de fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Faz-se imprescindivel que o Estado -principal promotor da harmonia social - promova a conscientização das familias acerca do sedentarismo, por meio de campanhas e comerciais nos veículos midiáticos, a fim de reverter essa mentalidade prejudicial enraizada nas famílias. Paralelamente, o Estado deve trazer a dircurssao dessa questao para a Educação Básica, por intermedio de investimentos, a fim de informar sobre o sendentarismo desde pequeno. Espera-se, com essas medidas, que o sendentarismo no Brasil seja paulatinamente erradicado.