Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 16/04/2022
No longa-metragem “Wall-e”, da Disney, é revelada a existência de uma nave espacial que comportou a humanidade durante o apocalipse e ocasionou a sedentarização da raça humana. De forma semelhante, na realidade do Brasil, é possível perceber, infelizmente, a presença dessa prática em diversos contextos. Tal sistema está associado, em grande parte das vezes, à falta de incentivo ao esporte concatenada aos elevados custos da manutenção de um estilo de vida saudável. Assim, faz-se urgente que soluções sejam elaboradas para frear esses entraves.
Diante desse viés, pode-se relacionar a ausência de incentivo ao esporte com a forte sedentarização da sociedade brasileira no século XXI. Tendo isso em vista, o sociólogo contemporâneo Zygmunt Bauman, em sua teoria acerca das “Instituições Zumbis”, defende que a inoperância dos órgãos públicos fomenta grande parte das mazelas sociais da nação. Nessa perspectiva, a pouca atuação governamental, pautada pela falta de investimento no desporto e pela precária acessibilidade dessa modalidade, faz com que os indivíduos, em sua maioria, tenham dificuldade em praticar atividades físicas e abandonem esse hábito. É notória, portanto, a relação entre o Governo e o desinteresse esportivo do povo no Brasil.
Em adição, vale ressaltar que a manutenção de um estilo de vida saudável demanda altos custos com alimentação e atividades físicas regulares. Essa realidade, por sua vez, impede que a grande maioria da população adote tais hábitos, uma vez que, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 20% da população recebe menos da metade de um salário mínimo, sofrendo, até mesmo, para suprir as necessidades básicas. Isso faz com que a prioridade não seja dada à saúde, mas sim ao essencial. Dessa maneira, nota-se a urgência de melhorias nesse panorama.
Urge, portanto, que caminhos sejam traçados para mitigar a sedentarização vigente no século XXI. Para tanto, é vital que o Ministério da Economia, órgão responsável por controlar as finanças nacionais, por meio de maiores investimentos na criação de academias públicas, amplie o acesso ao desporto por parte da população, com o objetivo de frear o sedentarismo. Além disso, cabe ao Governo, por intermédio da criação de bolsas para financiar a boa alimentação e o esporte, auxiliar o corpo social, principalmente a parcela mais necessitada dele, a aderir a um estilo de vida adequado sem gastar muito, visando solucionar a problemática em questão. Desse modo, a sociedade do Brasil não será sedentária como a humanidade retratada no filme “Wall-e”.