Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 18/04/2022

No filme “Wall-E” é retratado o planeta Terra no futuro, onde os seres humanos já se renderam ao sedentarismo mórbido, necessitando de uma cadeira tecnológica para locomoção. Analogamente, percebe-se, na sociedade atual, que a realidade dos humanos apresentados no filme é vivenciada por milhares de indivíduos, que acabam sucumbindo ao sedentarismo, o classificando como o grande mal do século. Entende-se, portanto, que esse problema, causado pela falta de atividades físicas regulares e pela ineficaz participação da mídia, precisa ser resolvido com urgência.

Nesse sentido, destaca-se a quase inexistência de praticantes de atividade física como principal responsável por configurar o sedentarismo como o mal do século. Paralelamente, segundo dados do IBGE, cerca de apenas 30% dos brasileiros praticam o nível recomendado de atividade física, ou seja, 148 milhões de brasileiros praticam de forma irregular, ou não praticam.Tal dado serve de alerta para a população que, ainda assim, prefere se manter na zona de conforto do que lutar em pró de algo que melhoraria a qualidade de vida de toda a sociedade.

Além disso, compreende-se a lacunar participação dos canais midiáticos como mais um agravante no processo de desvencilhamento do sedentarismo. Dessa forma, segundo o jurista Learned Hand “A mão que governa o jornal, o rádio, a tela e a revista disseminada ao longe, governa o país".Demonstrando, então, o grande poder detido pela mídia, mas que, infelizmente, não é direcionado para advertir a população sobre as consequências trazidas pelo sedentarismo e suas implicações na precarização da saúde do indivíduo.

Portanto, fazem-se necessárias intervenções para reverter a atual situação social e abolir o sedentarismo do cargo de “o grande mal do século”. Para isso, o Estado - principal responsável por garantir a harmonia social - em conjunto com a mídia, deve, por meio de propagandas regulares, informar a população sobre os benefícios que a prática de exercícios trazem para a saúde e adverti-la sobre os males trazidos pelo sedentarismo, visando diminuir gradativamente o número de sedentários. Desse modo, a situação retratada em “Wall-E” ficará retida apenas aos cinemas.