Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/04/2022

No filme “Wall-e” da Produtora Pixar, os cidadãos da nave não se movimentam e não praticam atividades físicas, o que ocasionou em uma saúde precária que mais tarde é solucionada. Para além da ficção, a realidade apresentada infelizmente não é diferente, visto que o sedentarismo é um dos grandes males do século XXI. Isso ocorre, devido ao grande número de mortes causadas pela pouca perda calórica e ao peso das doenças decorrentes da falta de exercícios no Sistema Único de Saúde (SUS).

Sob esse viés, o sedentarismo gera diversas doenças perigosas ao bem-estar hu-mano, que podem ocasionar em óbitos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), enfermidades relacionadas a falta de práticas esportivas condi-zentes a idade matam 300 mil pessoas por ano no Brasil. Nessa óptica, mortes de-correntes de patologias como a obesidade, infartos, diabetes e ansiedade genera-lizada poderiam ser evitadas com a prática de atividades atléticas. Entretanto, isso não é que ocorre, pois ainda há um grande contingente de falecimentos e prejuízos físicos e psicológicos aos brasileiros sedentários.

Ademais, as doenças geradas pelo sedentarismo devem ser tratadas pelo SUS o que causa um grande gasto com recursos médicos. Para o estudo feito pelo Insti- tuto Nacional do Câncer José Alencar (Inca), o gasto com casos de câncer relaci-onados à obesidade, frequentemente associada ao sedentarismo, entre adultos ficou em 1,4 bilhão no ano de 2018. Nesse sentido, além do risco a saúde a falta de exercícios causa perda financeira ao estado do Brasil. Diante disso, é possível notar que o dinheiro que poderia ser utilizado para outros fins é destinado a doenças evitáveis. Desse modo, medidas são necessárias para combater o grande mal que é o sedentarismo na contemporaneidade.

Portanto, infere-se que as Secretarias Municipais do Brasil devem conscientizar a população brasileira sobre os perigos do sedentarismo por meio de campanhas publicitárias em grandes emissoras -como a rede Globo, SBT e Record- com verba oriunda do governo federal, a fim de reduzir doenças e mortes causadas pela pouca perda calórica e a pressão exagerada no SUS. Assim, o que ocorre no final da animação “Wall-e” se concretizará.