Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 29/08/2017
O futuro não deve ser estático
Atores contratualistas, como Locke e Rousseau, elaboraram suas ideias de Contrato Social a fim de atenuar a crueldade dos governos de suas épocas. Baseados em ações paliativas, como garantia dos direitos naturais e justiça social, inspiraram o mundo todo, a exemplo do Brasil, que à frente de provectos programas sociais e econômicos executados pelo Governo, pôde ver seus índices de miséria caírem satisfatoriamente. Entretanto, faz-se necessário entender o fenômeno de revés irônico, corroborado pelo conforto tecnológico em que, atualmente e segundo a BBC Brasil, coloca o país numa luta contra o alto índice de sedentarismo de seus cidadãos.
Embora a imagem do Brasil, mundo afora, seja de belas praias e pessoas com o corpo modelado por horas a fio nas academias, dados divulgados pelo IBGE mostraram que, entre a população adulta, cerca de 50% dos entrevistados são insuficientemente ativos, tendo em vista que a falta de tempo hábil e a insegurança nas ruas das cidades grandes são citadas como razões desse sedentarismo, embora seja possível perceber que comodidades, assim como entregas em domicílio e carros, figurem como facilitadores e atenuadores desse mal.
Segundo o site g1.globo, associada ao sedentarismo, a obesidade que atinge um a cada cinco brasileiros está na lista de consequências da falta de exercícios regulares. Infelizmente, quando combinadas, ambas geram um efeito dominó sobre o corpo, acarretando problemas graves como pressão alta e desgaste das articulações, ainda que estes pudessem ser evitados com certo empenho, caso essa referida parcela da população trocasse a procrastinação - e por que não dizer a própria preguiça?! - e dedicasse alguns minutos para exercícios que pudessem ser executados em casa.
Nesse contexto, analisando a afirmação de Rousseau sobre ser a sociedade a responsável por depravar e tornar miserável o homem - em paralelo a tal proposição, o ambiente altamente tecnológico atualmente, por dispensar o dispêndio de energia, torna os indivíduos cada vez menos acostumados com atividades corporais - faz-se pensar ser da alçada do Governo Federal, por meio do Poder Legislativo, a elaboração de leis para empresas, quanto à elaboração seções de exercícios matinais aos seus colaboradores, por meio da contratação de profissionais de educação física que ministrem atividades possíveis naquele ambiente, como subir e descer escadas, durante determinados dias na semana, dentro de certo tempo, a fim de diluir, ainda que um pouco, problemas relacionados ao sedentarismo e, também, dores devidos a falta de alongamento e movimentos repetitivos.