Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 15/05/2022
A Constituição Federal de 1988, documento de maior soberania do país, garante o direito ao lazer a todo cidadão brasileiro. No entanto, no Brasil contemporâneo, é perceptível que tal premissa não é usufruída por muitos cidadãos, haja visto o aumento do sedentarismo, o qual tem se tornado o grande mal do século. Dessa forma, entende-se que o uso execessivo de tecnologias, bem como o surgimento de doenças, apresentam-se como entraves para a resolução do problema.
É relevante abordar, em primeiro plano, o impacto que as tecnologias tem proporcionado na vida dos indivíduos. Nesse sentido,cabe relatar que, com o advento da Revolução Técnico-Científico e Informacional propiciou o desenvolvimento de diversos meios de comunicações, como a televisão e a internet. Entretanto, essa evolução gerou alguns entraves, como o sedentarismo,isto é, falta de atividade física. Isso se dá na medida em que jovens e adultos estão passando grande parte do dia em tarefas que envolvem tecnologias de ponta, como o home office e jogos cybernéticos. Logo, é notório que o pouco gasto calórico deve-se, de certa forma, ao uso excessivo de meios digitais.
Outrossim, cabe abordar que o sedentarismo pode causar moléstias. Nesse sentido, vale ressaltar que, de acordo com o Jornal de Brasília, o sedentarismo está diretamente ligado a doenças cardiovasculares,por exemplo, a hipertenção e a aterosclerose. Sob essa ótica, essa problemática vai de encontro ao pensamento do filósofo Rousseau, o qual afirma que o Estado deve garantir os direitos fundamentais à vida, como a sáude. Diante disso, é notável que a ausência de atividades que permitam o gasto de calorias proporciona a eclosão de males.
Portanto, urge a necessidade de reverter esse panorama. Para tanto, cabe a mídia, grande difusora informações, alertar aos brasileiros os riscos do uso abusivo de tecnologias, por meio de debates com profissionais da área da saúde, para que haja a redução dos índices de sedentarismo na nação. Ademais, cabe aos postos de saúde relatar as doenças ocasionadas pela falta de atividade física, por intermédio de cartazes, a fim de que o público alvo note as consequências de uma vida sedentária. Somente assim, a premissa da Carta Magna será concretizada.