Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 03/09/2017

Sedentarismo é definido como a ausência ou diminuição de atividades físicas. Considerado como o mal do século, está associado ao comportamento cotidiano decorrente dos confortos da vida moderna. No entanto, nos dias atuais, nunca se soube tanto sobre as exigências em se manter saudável, e, paradoxalmente, nunca houve tantas pessoas sedentárias como hoje em dia.

Segundo o filósofo Paulo Freire, “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja tua prática”. Tomando como nota a máxima do autor, pode-se afirmar que o brasileiro tem acesso às informações necessárias para ter um estilo de vida saudável, a exemplo de sites como o Portal da Saúde do Governo Federal e de programas de televisão aberta como o Bem-Estar, que oferecem conteúdos de qualidade sobre o assunto voltados à população em geral. Entretanto, apesar dos vários meios de acesso à esse tipo de conhecimento, não são vistas mudanças nos hábitos da maioria da população, visto que, segundo o Ministério do Esporte, 46% da sociedade brasileira é sedentária.

Ademais, o uso excessivo de aparelhos tecnológicos estimula o modo de vida sedentário. Jogos eletrônicos, inventados e comercializados a partir de 1972, passaram a substituir cada vez mais a atividade física pela atividade neuromotora, e o convívio social deu lugar para o convívio virtual. Todavia, apesar do conforto que as inovações do mundo moderno proporcionam, elas podem provocar, aliado a falta de exercícios físicos, um  processo de regressão funcional, além de aumentar as chances de desenvolvimento de doenças como a hipertensão arterial,  obesidade e diabetes.

Diante dos fatos expostos,  inefere-se que o sedentarismo é um problema grave e necessita ser mitigado. Ao Ministério da Saúde,  em parceria com o terceiro setor,  cabe o desenvolvimento de projetos em lugares públicos destinados à comunidade,  com atividades físicas que envolvam toda a família.  A mídia, por meio de ficções engajadas, deve estimular um estilo de vida equilibrado,  mostrando os benefícios de se exercitar regularmente, somado a uma alimentação correta. Além disso, a escola, instituição formadora de valores, junto às ONG’s, deve instigar seus alunos acerca da questão por meio de palestras com nutricionistas,  a fim de difundir uma cultura de criticidade sobre o que estão ingerindo. Por fim, os cidadãos, de maneira geral, devem comprometer-se em melhorar suas qualidades de vida, aplicando em si os conhecimentos que adquiriram de modo a erradicar o sedentarismo dos lares brasileiros.