Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 13/09/2017
O sedentarismo no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o IBGE, 41% dos brasileiros são sedentários, praticando atividades em níveis abaixo do recomendado. Caracterizado pela falta ou diminuição de exercícios esportivos ou cotidianos, o estar sedentário persiste graças à comodidade instalada na contemporaneidade e é responsável por um conjunto de problemáticas no que diz respeito à saúde e ao bem estar.
É notório que o sedentarismo tem origem na estrutura de conforto gerada a partir da evolução tecnológica. Esta pós modernidade permite que as pessoas consigam tudo o que precisam, sem a necessidade de saírem de casa. Todo esse contexto tem relação intrínseca com a célebre crítica do filósofo Zygmunt Bauman, que caracteriza o ser humano atual como liquefeito e consumista, sendo o sedentarismo uma consequência do comodismo promovido por este consumo.
Ademais, o problema complexifica-se a partir das enfermidades desencadeadas a partir da prática sedentária. Casos de doenças como depressão, diabetes e obesidade têm elevado consideravelmente nos últimos anos. Sabe-se que estas doenças têm ligação direta com a ausência de atividade física, contudo é perceptível que há desinformação na população em geral, que não faz essa conexão entre a necessidade de exercitar e a prevenção das próprias.
Desta forma, é evidente que deve-se implementar medidas para que o sedentarismo seja combatido no Brasil. Primeiramente, é preciso uma ação efetiva do Ministério da Saúde, promovendo campanhas maciças em postos de saúde outros espaços públicos, ensinando as pessoas sobre a importância da prática de exercícios e como fazê-los de modo a encaixá-los na rotina diária. É preciso que escolas promovam eventos sobre o assunto, ensinando aos alunos e aos pais como procederem para deixarem de ser sedentários, através de atividades físicas em conjunto. promovendo então o bem estar e a saúde.