Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 06/09/2017

O Homo sapiens se estabeleceu como espécie há milhares de anos atrás e ao longo desse processo evolutivo o ser humano desenvolveu uma dieta característica e exercícios físicos regulares, isto porquê, o que moldou essas características ao longo do tempo foram atividades como caça e a alimentação baseada em coleta de frutos e vegetais encontrados na época em que nossos antepassados viveram na Etiópia, como o sítio arqueológico de Melka Kunture revelou, porém após a revolução industrial e o advento de novas tecnologias surgiu um comodismo que o homem pré histórico não estava acostumado e nesse contexto surge o sedentarismo.

O sedentarismo tem sido apelidado de “doença do século” ou “mal do século”, a verdade é que quem é sedentário pode vir a ser um enfermo de um problema de saúde, mas o fato de ser ocioso não é uma doença! É sim um hábito que deve ser corrigido, pois está ligado diretamente com outro males e dele é potencializado os que já se tem. Mas ele pode ser chamado de mal  do século? Sim, não para a humanidade, pois para algo receber um nome tão amedrontador tem que representar um risco difícil de ser corrigido e que traria problemas graves a sua permanência, como por exemplo: o terrorismo, a aids, o câncer, a depressão, a pobreza no continente africano e outros, mas quando se trata de ser parado! Isso não é um problema, só se torna um problema pra quem quer continuar nesse estado.

Os problemas relacionados a vida parada, esses sim são sérios, os seres humanos não mudaram quase nada, geneticamente falando, somos biologicamente semelhantes aos que viveram a milhares de anos atrás, eles porém, obedeciam as necessidades, limites e o ritmo do organismo, já hoje em dia se tem a mesma “maquinaria biológica” mas sendo usada de forma distinta da qual foi feita. Arthur De Vany cita em seu livro sobre a dieta da evolução o chamado “efeito borboleta” que seria uma pequena irregularidade ou diferença em algo, nesse caso o Homo sapiens no sentido fisiológico, que acarreta em diversos problemas maiores, já que tudo está ligado. Quem potencializa isso na maioria das vezes é o sedentarismo, um exemplo seria o colesterol LDL alto que está ligado a doenças cardiovasculares.

Portanto, sempre tem aquela ideia, a vida ociosa é o mal do século? E isso está longe de ser verdade ou preocupante, visto que, uma mudança de hábito já acaba com o que seria um problema. As doenças derivadas desse hábito são a longo prazo para os jovens e isso passa a ideia de segurança que está errada, sabe-se que as consequências começam agora e não existe a desculpa de que não tem tempo para atividades físicas é a vida que está em jogo e não uma partida de futebol. Um estudo recente demonstra que os inativos morrem duas vezes mais que obesos. Como diz o médico Drauzio Varella se é exercício físico levante-se, faça e não espere a vontade vir, ela não vai chegar. Sua vida está em jogo.