Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 20/05/2022
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca do sedentarismo. Isso acontece devido a ineficiência estatal e ao silenciamento midiático; fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.
É valido destacar, a princípio, que a negligência do governo representa um grande obstáculo para a resolução do sedentarismo. Nesse contexto, de acordo com o jornalista G. Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais, como a Constituição de 1988, e pela cidadania apenas no plano teórico. Dito isso, pode-se afirmar que o problema mencionado vai ao encontro do cenário postulado pelo jornalista. Essa situação ocorre de tal forma que o Estado não possui medidas efecientes para ajudar a diminuir esse cenário no país. Consequentemente, o artigo 196 da Constituição, o qual garante o direito à saúde, não é assegurado, tendo em vista que o sedentarismo pode ocasionar em doenças graves.
Além disso, cabe mencionar que conforme o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse viés, observa-se que a mídia, ao invés de promover debates que elevem o nível de informação da população acerca de tal problemática, infelizmente, influencia no silenciamento midiático, já que – em redes sociais, programas de tv – não há debates/informações que elevem o senso crítico dos indivíduos sobre o problema citado. Como resultado, muitas pessoas vivem situações degradantes, por exemplo, a obesidade e diabates, as quais podem ocasionar ao indivíduo pior qualidade de vida.
Logo, o governo, afim de cumprir com o que diz na Constituição, deve criar campanhas educativas no meio físico e no virtual. Isso será feito por meio da divulgação de propagandas em panfletos, televisão e redes sociais, como o Instagram. Essa medida tem a finalidade de instruir a população acerca do sedentarismo, findando com a omissão midiática e, também, com as falhas governamentais.