Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 02/09/2017
Doente e acima do peso, essas são algumas expressões que definem a atual situação de grande parte da população do Brasil e do mundo, que em virtude do excesso de trabalho, do estresse e das novas tecnologias de entretenimento, adotaram hábitos sedentários. Frente a isso, muito se tem discutido sobre os impactos do sedentarismo sobre a saúde. Há aqueles que consideram esse hábito pouco preocupante em comparação à outros agravos, e outros que consideram a falta de atividade física extremamente prejudicial à saúde. Em uma análise aprofundada da situação, observa-se que o sedentarismo representa um mal para a população e, portanto, deve ser combatido.
Adiante, há aqueles que não acreditam que o estilo de vida sedentário configura-se como um grande problema de saúde, pois consideram que esse fator afeta uma pequena parte da população e que, dessa forma, outros agravos são mais preocupantes para a saúde coletiva. Contudo, segundo dados divulgados pela OMS, 60% da população mundial é sedentária, índice muito superior aos de outros agravos comuns na população mundial como, por exemplo, o diabetes, a hipertensão e a obesidade.
Ademais, vale destacar que o hábito sedentário presente em grande parte da população é extremamente preocupante, pois, está diretamente relacionado com o desenvolvimento das demais doenças que conforme a OMS, mais acometem a população. Uma vez que, esse estilo de vida causa profundas alterações na homeostase fisiológicas do organismo, que resultam na redução da atividade metabólica à níveis basais e consequentemente reduzem o gasto calórico, propiciando assim, o ganho de peso, a perda do tônus muscular e a redução da frequência cardíaca. Tais fatores, por sua vez, levam ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas.
Torna-se evidente, portanto, que o sedentarismo apresenta-se como um dos maiores fatores de risco à saúde mundial, devendo ser combatido. Cabe às ONGs, voltadas para a área da saúde, estimularem a prática de atividades físicas na população, através, por exemplo, de programas de caminhadas ou corridas em parques. Concebe aos profissionais da saúde discutirem com a população os malefícios decorrentes do sedentarismo,através de eventos sociais e palestras, visando reduzir esse hábito na sociedade. Além disso, cabe à Mídia estimular a prática de atividades físicas, através de programas e peças publicitárias, estimulando a população à adotar um estilo de vida mais saudável.