Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 02/09/2017

Desde as Revoluções Industriais a humanidade vem caminhando em busca de aprimoramentos que facilitem seus hábitos. A partir daí, os sucessivos avanços tecnológicos vem ocorrendo e as facilidades proporcionadas tem deixado o homem cada vez mais ocioso. Com isso, tal comodismo vem transformando pessoas sedentárias que acarretam sérios problemas a saúde pública.

A priori, tem-se os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2013, que demonstram pessoas gradativamente dependentes da tecnologia à ponto de trocarem a atividade física pelo lazer virtual, somando cerca de 65 milhões de sedentários no país. Em consequência disso, exprime-se o aumento de doenças como obesidade, diabetes e até mesmo depressão, que ampliam a taxa de mortalidade e os gastos em saúde de diversos países, a exemplo de dados apurados pela renomada revista de medicina “The Lancet”.

A posteriori, há a evolução no setor agrícola e biotecnológico que possibilitou ao ser humano adquirir seu alimento sem grandes esforços, tornando-os mais acomodados. De certa forma, a humanidade deixou de utilizar seu corpo para as finalidades as quais foi engrenado - sobrevivência e busca por alimentos - e se entrega ao ócio de uma vida cheia de prostrações.

Em suma, é nítido que o grande leque de facilidades na rotina causaram um conformismo exacerbado que culminou no que se conhece por sedentarismo. Visto isso, é importante que o Estado invista na construção de academias ao ar livre e parques, para que haja o incetivo à movimentação do corpo e a distração da mente. Já a mídia, deverá informar a população sobre o tema, suas consequências e como reverter o problema, por meio de campanhas publicitárias. Por fim, a Escola e a Família podem trabalhar juntas na criação de uma educação social voltada para o bem estar por meio de palestras e rodas de conversa, bem como ortas comunitárias valorizando a importância da produção dos alimentos.