Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 27/10/2022
Ao filósofo ateniense Sócrates, credita-se a seguinte afirmação: “na música, a simplicidade torna a alma sábia; na ginástica, dá saúde ao corpo”. No século XXI, as tecnologias tornam o homem cada vez mais sedentário e vulnerável às doenças crônicas degenerativas. Logo, é necessário convergir reforços intersetoriais para o aumento dos níveis de atividade física dos brasileiros, a partir de espaços apropriados e valorização por indicação de profissionais da saúde.
Decerto, o indivíduo fisicamente inativo representa uma condição patológica. Devido ao crecimento urbano, os espaços de lazer foram sumindo, a violência urbana aumentou e causa medo, e o número de carros faz com que a ruas fiquem geralmente congestionadas. Isto posto, o sedentarismo não é um fenômeno essecialmente biológico, apresenta condicionantes sociais, de forma que é essencial a atuação dos órgãos públicos responsáveis, além do esforço individual.
Conforme o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, 80,8% de adultos brasileiros são sedentários, embora o exercício físico seja barato, não patenteável, seguro e, se corretamente recomendado, capaz de reduzir sobremaneira a necessidade de medicamentos. Como a atividade física ainda é subvalorizada pelos profissionais da área, é necessária a capacitação a fim de prescrever com eficácia e convicção.
Em conclusão, programas como o “Saúde na Escola”, política intersetorial entre o Ministério da Saúde e da Educação, adicionalmente a “Academia da Saúde”, do Ministério da Saúde, devem ser ampliados e aperfeiçoados. Ambos promovem a saúde e produção do cuidado, com a implantação de espaços públicos e direcionamentos voltados aos jovens e crianças. É evidente que a capacitação, especialmente dos profissionais de educação física, deve ser realizada. Assim, pode-se educar um grande número de especialistas por meio de cursos gratuitos e online. Exemplificando, tal como na Escola Virtual do Governo Federal, (administrada por entidade vinculada ao Ministério da Economia). Enfim, dessa forma, talvez, materializar o conceito do poeta romano Juvenal, “mente sã em corpo são”.