Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 08/09/2017

Séculos atrás, vivia-se numa sociedade agrária rumo à Revolução Industrial, a comunidade estava em constante movimento justamente com seus integrantes. Conforme houveram os avanços tecnológicos, a enxada deu lugar ao trator; o movimento laboral à esteira fordista; o caminhar ao automóvel; o pega-pega ao vídeo game. Consequentemente, com a redução do gasto enérgico da população, mergulhada nas comodidades modernas, deu origem ao que muitos chamam de “o novo Mal do Século”: o Sedentarismo.

O sedentário é aquele indivíduo que gasta menos de 2200 calorias semanais em atividades físicas. Pontualmente, estima-se, segundo pesquisa do Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que 46% dos adultos no país são sedentários, sabe-se também que mais da metade da população brasileira vive com o sobrepeso e a obesidade – decorrente, na grande maioria, pela falta de atividades físicas aliada uma alimentação não saudável.

Indubitavelmente, a tecnologia está proporcionando conforto e comodidade nas atividades, antes cansativas e que agora podem ser feitas por clicar de dedos em um computador. Por conseguindo, surge o que poderíamos chama sedentarismo bola de neve: a falta de atividades aeróbicas, comina no aumento do tecido adiposo, que além de prejudicar os relacionamentos sociais e a realização de certas atividades é um grande percursor para o aumento da chances do desenvolvimento de diabetes tipo 2, hipertensão, problemas cardiovasculares e digestivos que podem levar à morte.

Portanto, fica claro, a necessidade de combater o sedentarismo e promover a prática de atividades físicas, paralelamente, a tecnologia veio para melhorar a qualidade de vida e não para propiciar o inverso. O Ministério da Saúde e da Educação juntamente com o terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar em prol da melhoria da sociedade – devem realizar campanhas, palestras e distribuir folhetins e cartilhas que enfatizem os malefícios da falta de atividade física e os benefícios dela. Ademais, o Governo deve investir na criação de academias públicas e também bicicletários que serão uma alternativa ecológica e saudável ao uso de veículos. Desta forma, a consciência do indivíduo a respeito da importância da atividade física proporcionará uma melhoria na qualidade de vida.