Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 15/09/2017
Os esportes são práticas milenares, e são realizados desde a Antiguidade Clássica, na Grécia. A atividade física trás diversos ganhos para a saúde individual, sobretudo do sistema cardiovascular. De forma análoga, a falta desta prática, agravada pelo crescimento desenfreado das tecnologias de informação, pode causar grandes malefícios, principalmente quando somada à alimentação irregular.
Nesse sentido, é vigente a influência do avanço tecnológico sob os hábitos saudáveis. Após o surgimento de automóveis, telefones e computadores, o sedentarismo cresceu, a uma vez que o esforço físico no deslocamento em atividades cotidianas diminuiu. Além disso, a difusão da mentalidade capitalista faz com que o tempo ocioso, muitas vezes, não seja aproveitado para cuidar da própria saúde, porém investido no serviço.
Em conseguinte, os danos causados à saúde são notórios. Sabe-se que a mortalidade precoce é maior naqueles que não praticam atividade física, bem como a incidência de doenças cardíacas, vulnerabilidade à diabetes e ganho de peso, por exemplo. Ao longo da sua história evolutiva, o gênero Homo sempre foi dinâmico, haja vista seu complexo sistema circulatório, muscular e neurológico, explicando a relação direta dos malefícios ao sedentarismo.
Não obstante, a alimentação irregular contribui para a perca de longevidade e incidência de doenças tangentes. A obesidade, que alia diretamente a má alimentação ao sedentarismo, agrava diversos problemas, como danos às articulações, diabetes mellitus tipo 2, aumento da pressão arterial. A Organização Mundial da Saúde defende a ingestão de 5 porções diárias de frutas e outros vegetais, hábito que pode ser essencial no controle do sobrepeso e prolongamento da vida.
O sedentarismo, portanto, pode ser apontado como o grande mal do século, a medida que cresceu junto às tecnologias. É de suma importância que o Ministério da Educação reformule o ensino médio, promovendo programas de educação física mais eficientes, que contemplem as aptidões e interesses de todos os alunos. Ainda, é papel do governo investir em infraestrutura nas escolas. Cabe às mídias de massa influenciar os pais e a sociedade como um todo por meio de anúncios. Estes, por sua vez, devem participar ativamente, seja diminuindo o tempo de utilização de aparelhos eletrônicos de seus filhos, seja realizando exercícios físicos em família. Por fim, o controle de lanches individuais levados às escolas é essencial, bem como oferecer merenda escolar saudável.