Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 11/09/2017

“Ai, que preguiça!”, frase cômica do personagem-título do livro de Mário de Andrade, Macunaíma, expressa, de forma crítica, a cultura do comodis-mo nacional. Contudo,as razões do sedentarismo atual sobressaem o enfo-que do anti-herói modernista, uma vez que a praticidade na aquisição de bens e serviços e o costume irregular de exercícios assolam parte da população. Logo, o apoio salutar ao bem-estar social incita ações sólidas.

Segundo o filósofo Shopenhauer, a busca por satisfações rápidas, às frustrações e ansiedades do indivíduo, está relacionadas à praticidade nas escolhas. Dessa forma, o comodismo na dinâmica social observável, a exemplo,em  fast- foods, horas prolongadas na internet e a justificativa per-tinente de “falta de tempo”, corroboram assim ao sedentarismo atual. Entretanto, esse estilo de vida é preocupante, visto que, conforme a ONU, mais da metade dos brasileiros estão acima do peso, o que intitula políticas públicas à reversão deste quadro no país.

Outrossim, o incentivo à prática desportiva como promoção de saúde é crucial à população. Com isso, exercícios periódicos e hábitos saudáveis minimizam riscos de doenças cardíacas, estresse, diabetes, entre outros. Todavia, de acordo com o Programa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad), mais de 60% da população não pratica atividade física. Além disso,

a baixa quantidade de ciclovias, pedovias e academias populares nos mu-nicípios impõe, assim,meios efetivos ao apoio salutar às atividades físicas.

Diante desse cenário, para inibir o sedentarismo entre a população brasileira, é imprescindível,aos gestores municipais, parcerias público-pri-vadas para o apoio à expansão do Programa Segundo Tempo, do governo federal. Assim, o investimento na estruturação de praças e centros de con-vivência de atividade desportiva, sob supervisão de educadores físicos e nutricionistas, auxiliará na redução gradativa de ônus com saúde pública. Ademais, o trabalho mútuo de conscientização social pelas escolas, por workshops e palestras, e pela mídia, por divulgação, de hábitos saudáveis são vieses úteis a um novo perfil de “Macunaíma” nacional.