Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 15/07/2022
A Revolução Industrial fomentou profundas transformações no mundo. Tais mudanças ocorreram, também, no estilo de vida da população moderna, que pas-sou a apresentar hábitos sedentários, como o consumo de alimentos industria-lizados hipercalóricos e a ausência da prática de exercícios físicos, fatores que po-tencializam doenças, a exemplo da diabetes. Nesse contexto, configura-se um com-plexo problema que tem, como causas, a má influência midiática e o imediatismo.
Nesse cenário, em primeiro plano, a falta de responsabilidade da mídia impacta na questão. Segundo George Orwell, “a marca controla a mídia e a mídia controla a massa”. Tal controle é notório na problemática do sedentarismo, uma vez que os grandes meios de comunicação de massa estimulam os seus espectadores a adota-rem hábitos pouco saudáveis, através de uma grade televisiva repleta de propagan-das de “fast foods”, por exemplo. Destarte, é preciso que a mídia exerça seu papel cidadão.
Além disso, é coerente apontar a cultura imediatista como um fator do proble-ma. De acordo com Zygmunt Bauman, a sociedade moderna é pautada no imedia-tismo. De fato, a busca pelo instantâneo está presente na questão do desenvolvi-mento de hábitos sedentários, visto que, buscando se adequar à velocidade exigida pela vida nas grandes cidades, muitos indivíduos optam pela compra de alimentos fabricados industrialmente e pelo uso de automóveis, escolhas que auxiliam no ganho de gordura corporal e no surgimento de patologias associadas. Assim, é necessário mitigar o imediatismo social.
Portanto, urge intervir nesse problema. Para tal, o Ministério da Saúde deve fomentar campanhas publicitárias na TV, além de “wokshops” em locais públicos e privados, sobre ações diárias que podem ser tomadas pela população para evitar o sedentarismo, bem como sobre os efeitos deste, por meio da elaboração, votação e sanção de uma Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que destine verbas para a viabilização do projeto, a fim de dissolver a irresponsabilidade midiática e a postura imediatista que imperam na temática. Tal ação pode, ainda, contar com divulgação nas redes sociais para alcançar mais pessoas. Dessa forma, as mazelas da Revolu-ção Industrial poderão ser solucionadas.