Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 03/10/2022

Em meados do século XIX, eclodiu no Brasil a segunda geração do Romantismo, cuja produção literária foi marcada por sentimentalismo, morbidez e forte tom pessimista, o que lhe conferiu o vulgo “Mal do Século”. Entretanto, na contemporaneidade, outra problemática demonstra-se fortemente perniciosa ao bem-estar dos indivíduos: o sedentarismo. Dessa maneira, insta analisar as causas e consequências desse hábito, bem como alternativas para coibi-lo.

Em primeira instância, cumpre salientar que a comodidade propiciada pelas novas tecnologias engendra o impasse. Sob esse viés, é pertinente reportar ao livro “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, em que a personagem Mildred Montag mostra-se completamente imersa no meio eletrônico, uma vez que seu único passatempo diário consiste em assistir a programas de TV por longas horas. Analogamente à ficção, no país, é evidente que a atratividade dos aparelhos digitais contribui para que a população utilize-os com fins recreativos, em detrimento de outras opções mais ativas de lazer. Logo, há uma tendência de redução do gasto calórico, fator que caracteriza o impasse em questão.

Consequentemente, vale ressaltar que essa ociosidade, a longo prazo, compromete a saúde dos sujeitos. Acerca disso, cabe mencionar o filme “Wall-E”, da Pixar, em que os seres humanos retratados apresentam sobrepeso e flacidez muscular, em virtude do tempo excessivo que passavam sentados. Fora do contexto fílmico, a inércia ocasiona uma quantidade ainda maior de impactos, sendo o principal o desenvolvimento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Dessa forma, é imperiosa a adoção de medidas para mitigar essa mazela.

Depreende-se, portanto, que o sedentarismo é corroborado pelo uso demasiado de aparelhos digitais e afeta a integridade física dos entes. Urge, então, que o Ministério da Educação - órgão responsável pela qualidade do sistema educacional da nação - promova o engrandecimento da prática esportiva no ambiente escolar, por intermédio do aumento da frequência de aulas de Educação Física no currículo básico e do incentivo a eventos desportivos extracurriculares, a fim de fomentar a adoção de um estilo de vida ativo pelos educandos desde tenra idade. Dessarte, suavizar-se-á tal imbróglio em terras tupiniquins.