Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 20/09/2017
É incontrovertível o fato de que a revolução tecnológica do século XX melhorou, consideravelmente, a qualidade de vida do ser humano. Todavia a consequente intensificação de práticas sedentárias coloca em xeque o custo-benefício desse grande evento. No Brasil do século XXI, haja vista os provectos casos de doenças crônicas agravadas pelo sedentarismo, muitos profissionais da saúde passaram a considerá-lo como um possível mal do século, necessitando, assim, de medidas para combatê-lo.
Maximamente, é imperioso sobrelevar as transformações do cotidiano dos cidadãos que os levaram a cortar de seus afazeres a prática de atividades físicas. Na alimentação, por exemplo, o que antes era exigido um grande esforço físico mediado pela agricultura e pecuária, hoje é substituído por um simples toque na tela de um smartphone com os aplicativos de delivery. Soma-se a isso a evolução dos meios de transporte que garantem mobilidade ao indivíduo sem um gasto calórico significativo. Dessa forma, percebe-se que as vicissitudes proporcionadas pelo avanço da tecnologia trouxeram consigo uma grande comodidade, evidenciando, no Brasil, a formação de uma população, sobretudo, sedentária (46% dos brasileiros segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Contudo, os impasses de uma sociedade com baixo gasto calórico semanal começaram a aparecer já nas primeiras décadas do século XXI. Doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares - frequentes na terceira idade - começaram a fazer parte do cotidiano da população jovem. Isso ocorre, pois, com o avanço do sedentarismo, a energia que outrora era gasta em atividades físicas passa a ser armazenada em forma de tecido adiposo, elevando, assim, o índice de sobrepeso da população que, por conseguinte, passam a sofrer com essas doenças já na adolescência. Dessarte, devido à relevância para a sociedade, a problemática recebe dimensões preocupantes segundo o Ministério da Saúde.
Em virtude do que foi mencionado, urge a necessidade de uma sinergia entre a população e o Estado para combater o impasse vigente. Em primeiro plano, o Governo Federal, em parceria com ONGs, deve incentivar a população a criar o hábito de praticar exercícios físicos, isso por meio de eventos semanais como maratonas e campeonatos esportivos nos grandes centros urbanos. Ademais, o Ministério da Saúde, junto a instituições midiáticas, deve conscientizar a população, via telejornais e campanhas nas Unidades Básicas de Saúde, sobre as consequências do sedentarismo, garantindo um maior cuidado com o bem-estar físico dos cidadãos.