Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 05/11/2022
Manoel de Barros, grande pós modernista, desenvolveu em suas obras a “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Nesse viés, segundo a lógica barrosiana, faz-se necessário valorizar a importância do sedentarismo na vida dos cidadões brasileiros, ainda que seja estigmizada por parte da sociedade. Logo, a fim de extinguir os males relativos a essa temática, é importante analisar a negligência governamental e a falta de informações sobre o tema através da mídia.
Nessa perspectiva, constata-se o desserviço estatal como uma das causas da questão do sedentarismo no Brasil. Isso porque, infelizmente, as ideias do sociólogo Zygmund Bauman sobre as “Instituições Zumbis” se assemelham à realidade, cujo, na prática, há inoperância das forças de poder e violação do seu papel social. Prova disso, é a escassez de políticas públicas satisfátorias voltadas para a aplicação do artigo 6° da “Constituição Federal” que garante, entre tantos direitos, a saúde. Isso é evidente pela falta de investimento nos hospitais e centros públicos de saúde, que deveriam fornecer acompanhamento físico e psicólogico de qualidade aos cidadões brasileiros por meio de funcionários capacitados.
Ademais, a mídia é mais um fator que agrava o cenário deste problema, pois conforme o sociólogo Pierre Bourdieu, as instituições que o dever é promover a democracia, não devem se converter em instrumento de violência simbólica. Entretanto, a mídia, a qual tem o dever de disseminar o conhecimento, ao invés de orientar a população nas consequências do sedentarismo, faz é alienar a sociedade mediante conteúdos empobrecidos os quais não abordam a importância de se exercitar, ir a uma academia, fazer uma caminhada ou andar de bicicleta.
Portanto, é evidente, a urgência de findar essa problemática notória na estrutura do Brasil. Cabe, então, ao Ministério da Saúde e ao Ministério de Midia e Comunicação, por meio de investimentos em campanhas em hospitais e centros públicos de saúde, incentivar os cidadãos brasileiros a manter uma vida ativa durante suas rotinas e fazer acompanhamentos médicos para a prevenção de maléficios decorrentes do sedentarismo, a fim de trazer mais qualidade de vida e saúde para o país. Assim, a Constituição Federal desempenhará corretamente seu papel jurídico quanto aos direitos da poulação brasileira.