Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 09/11/2022

Na série norte-americana “Greys Anatomy” relata-se o drama vivenciado por muitos profissionais da área da saúde. Nessa série, observa-se inúmeros pacientes acometidos por doenças em decorrência do sedentarismo. Apesar de fictícia, ela corrobora com a atual realidade que considera o sedentarismo como o grande mal do século. Tanto por causar doenças crônicas não transmissíveis, quanto por diminuir a expectativa de vida.

Diante desse cenário, a falta da prática de atividade física é responsável por causar doenças crônicas não transmissíveis. De acordo com o Conselho Regional de Medicina, as doenças que estão mais associadas a inatividade física são o Diabetes Melittus tipo 2 e a Hipertensão Arterial, o que justifica a importância em fazer atividades físicas regularmente. Pois, ao ter um estilo de vida menos ativo o indivíduo passa a consumir alimentos ricos em açúcar e sódio, o que causa o ganho de peso e aumenta as chances de desenvolver a Síndrome Metabólica, que se caracteriza por aumento de peso, resistência periférica à insulina, síndrome do ovário policístico e aumento dos niveis séricos de açúcar no sangue. A longo prazo esse indivíduo se torna diabético tipo 2 e hipertenso.

Além disso, o sedentarismo diminui a expectativa de vida, pois aumenta as chances de desenvolver um infarto agudo do miocárdio ou um acidente vascular encefálico. Isso ocorre, pois com a presença da hipertensão arterial, as artérias são lesionadas pelos picos de pressão, gerando um processo inflamatório e um acúmulo de células sanguíneas, formando um trombo. Que ao passar em locais de vasos de menor calibre impedem o fluxo de sangue, o que pode ser fulminante.

Portanto, o sedentarismo é considerado o mal do século, tanto por causar doenças crônicas não transmissíveis, quanto por diminuir a expectativa de vida. Logo, cabe ao Governo, conscientizar a populaçao infantil através de programas nas escolas, pois é quando a criança começa a fazer suas próprias escolhas, afim de ajudar os pequenos infantis a optarem por brincadeiras mais ativas. Assim, essa criança de hoje mais ativa e saudável, terá maiores chances de manter esse hábito na fase adulta e, consequentemente, na fase senil.