Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 28/09/2017
Segundo a Lei da Inércia de Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado natural - repouso - a menos que uma força aja sobre ele. Essa premissa parece se encaixar perfeitamente com o drama do sedentarismo brasileiro, o qual encontra-se em total estado inercial. Seja pelo estilo de vida acomodado e até mesmo pela influência midiática, esse problema aflige o coletivo e requer medidas que o atenue.
É de vital importância, antes de tudo, salientar a lógica da vida contemporânea que afeta diretamente a saúde. O caótico mundo capitalista trouxe, sobretudo, uma drástica noção de praticidade e rapidez. São desde nosso modo de agir até a escolha de nossa refeição que, infelizmente, vem tornando-se extremamente calórica. As famosas comidas prontas, enlatadas e de alto teor de sódio e açúcares começaram a predominar o cardápio e a substituir importantes refeições - o querido feijão com arroz. O problema é a ingestão de industrializados aliado como a baixa atividade física, que desenvolve riscos de doenças como hipertensão, diabetes e afins, comprometendo a saúde do indivíduo.
Por outro lado, a mídia tendenciosa persuade de maneira significativa para contribuir nesse processo. Em sua maioria, são propagandas e promoções que seduzem o público para a compra dos fast foods em detrimento aos alimentos saudáveis. Esse impacto torna-se ainda mais perigoso quando envolvido as crianças que, de maneira ingênua, são manipuladas negativamente com brindes para a aquisição de produtos industrializados. De acordo com um trabalho realizado na Cidade do México, as crianças tem um aumento de 12% no risco de desenvolver obesidade para cada hora por dia na frente da TV.
Mediante o elencado, fica claro portanto, que o sedentarismo é um obstáculo entre o desenvolvimento da população canarinha. Por isso, é indispensável que o governo através de subsídios e políticas públicas, incentive o esporte em sua efetividade. Construções de lugares assim como oferecimento de oportunidades para práticas físicas, são exemplos para contornar essa problemática. Cabe a escola em parceria com o Ministério da Saúde, o estímulo por meio de palestras e práticas aos pequenos a fim de incutir a importância da movimentação e também da boa alimentação. Já a mídia com seu alcance propagandístico pode, em conjunto com o Ministério do Esporte, informar com campanhas os benefícios da atividade física aos cidadãos. E assim, finalmente, o estado inercial o qual a massa está mergulhada será quebrado e a sociedade desfrutará do bem estar pleno.