Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 07/10/2017
Já no século XXIII, o árcade mostrava certo desconforto e desprazer com a mudança do campo para a cidade. Com o passar dos anos isso veio a se tornar cada vez menor, transformando-se em comodismo. Em consequência desse fator, há o surgimento de uma sociedade totalmente diferente na contemporaneidade. Entretanto, a mudança não foi positiva, visto que o sedentarismo é a resultante dessa transformação.
Ainda no contexto de grandes metamorfoses, a terceira Revolução Industrial proporcionou uma nova realidade ao cidadão urbano: o uso massivo da tecnologia. Nessa perspectiva, muito do que antes era motivo de aborrecimento nesse ambiente torna-se o oposto. Ou seja, por que trafegar em um trânsito caótico até o outro lado da cidade para comprar comida se é possível ligar para alguém traze-la? Além de menor locomoção por parte dos que utilizam a tecnologia, sua alimentação cai em qualidade na mesma proporção que sua paciência. Por conta da vida cotidiana rápida e tensa, esses acabam abusando de alimentos fast-foods com gradativa frequência.
Somando-se a isso, o processo de constante crescimento do índice de violência nos grandes centros ajuda as pessoas a se manterem ainda mais em suas residências. Com isso, grande parte da população torna o ato de sair de casa um meio diretamente relacionado a ida ao trabalho. Parafraseando, é evidente como a passagem do tempo pode estar nos direcionando ao lado contrário da evolução, da mesma maneira que uma vez afirmou o gênio CEO da Apple Steve Jobs: “tornamo-nos deuses na tecnologia, mas permanecemos macacos na vida”.
Por conseguinte, é notório que o regresso pode ser intensificado caso o processo de sedentarismo não seja freado. Em primeiro lugar, o governo deve intensificar a segurança das ruas, praças e avenidas das grandes cidades, torando esses locais publicamente habitáveis através do aumento do policiamento. A partir daí, o mesmo pode investir na construção de academias ao ar livre e locais específicos para a prática de corrida e ciclismo. O MS (MINISTÉRIO DA SAÚDE) por sua vez, pode nesse meio tempo realizar eventos esportivos que promovam maior prática de atividades físicas paralelamente ao auxílio médico necessário aos envolvidos em cada uma dessas.