Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 04/10/2023
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade em que todos possuem seus direitos assegurados de forma efetiva, além de relatar um cenário livre de problemas políticos e sociais. No entanto, a realidade é contraria ao que o autor prega, já que o sedentarismo como o grande mal do século, é uma celeuma persistente. Isso ocorre ora pelo descaso governamental, ora pelo silenciamento.
Sob esse viés, é notório que a omissão governamental é um grave empecilho. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto a falta de apoio para aqueles que tiveram sua saúde prejudicada pelo aumento do sedentarismo, em que idosos sem condições financeiras não conseguem tratamento na disponibilidade em exercer atividades físicas constantes, no qual o governo está cumprindo seu papel como agente fonecedor de direitos mínimos, gerando uma falsa sensação de cidadania. Assim, para que esse bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da imobilidade em que se encontra.
Além disso, a falta de discussão é um grave impasse. A filósofa Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Contudo, há um silenciamento instaurado na questão do aumento do sedentarismo infantil estar ligado diretamente ao avanço tecnológio, no qual crianças e adolescentes deixam de exercer atividades físicas para ficar em casa jogando jogos online que prejudicam sua saúde, levando até ao aumento da obesidade precoce, uma vez que pouco se fala sobre isso nas mídias de grande acesso, tratando essa pauta como algo supérfluo.
Portanto, é imprescindível agir sobre esse contexto caótico. Para isso o Governo Federal deve criar uma agenda específica para criação de atividades físicas regulares aos idosos, por meio da organização de projetos e fundos, a fim de reverter o descaso governamental. Paralelamente, é preciso intervir no silenciamento presente no problema, criando páginas nas redes sociais e levando palestras as escolas estimulando jovens a praticarem exercícios. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de More na sociedade.