Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 04/10/2023

O filme “The Whale” retrata um homem que sofre de obesidade mórbida como consequência de uma vida de descuidos com a saúde, tanto mental quanto física. Paralelamente ao filme, uma pesquisa realizada pelo IBGE expõe que cerca de 46% dos brasileiros adultos são considerados sedentários, ou seja, não praticam atividades físicas suficientes para manter seu peso em equilíbrio. Consequentemente, esse estilo de vida pode causar doenças como diabetes, hipertensão e obesidade, além de problemas psicológicos como depressão, ansiedade e compulsão alimentar, decorrentes da insatisfação com o próprio corpo.

Primeiramente, é necessário esclarecer que a falta de atividade física é decorrente, na maior parte das vezes, de questões financeiras e rotinas de trabalho exaustivas. Além disso, a falta de acesso a consultas nutricionais e locais para prática esportiva prejudicam a mobilização dos sedentários, visto que, muitos cidadãos não podem arcar com os custos das consultas nem com o deslocamento. Desse modo, torna-se evidente o descaso estatal com a infraestrutura oferecida aos cidadãos e o pouco incentivo dado a um estilo de vida saudável.

Ademais, com o advento de serviços de entrega, como o Ifood, facilitou-se a obtenção de alimento e os serviços de “fast food”. Por conseguinte, pelo preço desses produtos serem consideravelmente mais baratos que os saudáveis, alimentos transgênicos e geneticamente modificados passaram a ser parte do cotidiano da população. Outrossim, a utilização de propagandas para anúncio de lanches e guloseimas dificulta o processo de emagrecimento e a desintoxicação dos produtos saturados, agravando os vícios e provocando recaídas.

Portanto, em virtude dos fatos apresentados, é fundamental que o Ministério das Comunicações direcione verbas para a regulamentação dos anúncios no Brasil, permitindo aos cidadãos, em veículos midiáticos como a internet, decidir que tipo de anúncio verão. Também é necessário que o Ministério da Saúde disponibilize atendimentos nutricionais e psicológicos em postos de saúde, e e que invista na criação de quadras e academias, visando maior integração dos habitantes com a prática esportiva. Assim, os brasileiros terão uma vida mais saudável e sem vícios.