Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 18/10/2017
O sedentarismo, considerado a doença do século, é definido como a realização abaixo da necessária de atividades físicas por dia. O porquê de ter tal denominação, de doença do século, pode ser explicado pela convergência entre a evolução e enraizamento das novas tecnologias digitais na cultura mundial com as necessidades que o corpo humano desenvolveu no percurso da humanidade. Desse modo, é preciso encontrar um equilíbrio entre essas necessidades com o objetivo de reduzir os índices de sedentarismo no Brasil.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Geral, cerca de 46% da população adulta brasileira é sedentária. Nesse sentido, a Saúde pública e toda essas pessoas lidarão, conjuntamente, se nada for modificado, com todas as consequências do sedentarismo, o qual promove o risco cardio-metabólico que abrange: o ganho de peso, a pressão arterial alta, a propensão a diabetes e até risco de infarto e a mortalidade precoce. Logo, pode-se compreender que muitos gastos com tratamentos para tais doenças na saúde pública e o sofrimento de grande parcela da população têm potencial para serem remediados se diferentes condições fossem dispostas.
Muito da situação presente sobre sedentarismo no Brasil pode ser explicado pela tentadora substituição dos exercícios físicos pela utilização de aparelhos tecnológicos, a qual é crescente na população. Contudo, não é uma situação incontornável. O avanço da tecnologia de ponta em nossa sociedade tem, também, carácter informacional. Desse modo, esses meios podem servir de plataforma para reduzir os índices de sedentarismo.
À vista disso, e conforme o sociólogo Zygmunt Bauman é preciso “emancipar o destino da fatalidade”. Nesse contexto, é necessário que por meio de medidas que confrontem as fatalidades do sedentarismo, um futuro mais próspero poderá ser alcançado. Dessa maneira, através de um programa conduzido pelo Ministério da Saúde, o Estado deve selecionar as cidades com os maiores índices de sedentarismo do país e envolver sua população aos objetivos: de hábitos mais saudáveis de alimentação, por meio de consultas com nutrólogos e nutricionistas da rede pública; e de diagnósticos sobre as atividades físicas apropriadas para cada participante do programa, realizados por médicos e profissionais capacitados. Outrossim, o governo federal pode disponibilizar um aplicativo de celular que informe sobre os melhores tipos de atividades físicas dependendo da situação de cada usuário. Destarte, pode-se entender que com essas medidas o destino do Brasil pode não ser mais aprisionado pelos malefícios do sedentarismo.