Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 20/10/2017

Mundo em inércia

É incontrovertível que o mundo pós-moderno encontra-se em constante movimento. No entanto, a humanidade tornou-se sedentária. Nesse sentido, a intensa rotina de trabalho vivida pela população contemporânea reduziu o tempo que seria dedicado às práticas de atividades físicas essenciais para a manutenção da qualidade de vida.

Passando pelo trabalho braçal nos campos e pela maquinação dos movimentos imposta pela Revolução Industrial, retratada por Chaplin em Tempos Modernos, o trabalho humano, agora regido pelo capitalismo financeiro e tecnológico, exige um maior desgaste psicológico, contrapondo-se aos corporais de outrora. Tal sistema alienou e submeteu o homem ao consumismo e à jornadas exaustivas de trabalho, trazendo consequências para a saúde física e mental.

Nesse contexto, sabe-se que a prática de exercícios é fundamental, pois alivia o estresse e tensão muscular, melhora o humor e reduz as chances de obesidade e de ocorrência  de doenças cardiovasculares, sendo recomendada por médicos e especialistas. Para Nietzsche, a primeira concepção do homem é corporal. Partindo dessa máxima, a humanidade precisa compreender que a necessidade dos movimentos físicos vão além da construção de estereótipos de beleza, a prática é fundamental para uma qualidade de vida plena.

A sociedade capitalista moldou as ideologias de seus indivíduos baseado em viver para trabalhar e sobretudo, para juntar riquezas. Entretanto, a busca pela autos satisfação, lazer e qualidade de vida, deve transcender pensamentos de capital e disseminar uma nova lógica de civilização, em que os  exercícios físicos sejam estimulados pelo o Estado em conjunto com a mídia por meio de projetos  e campanhas, para que a humanidade adormecida, saia da inércia, alcançando o bem-estar biopsicossocial.