Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 21/10/2017

Ao analisar o tema referente a população sedentária no Brasil, vê-se que ele não é um problema exclusivamente atual. A situação viu-se agravada no século XX e XXI, visto as notáveis mudanças ocorridas no padrão de vida das pessoas como, por exemplo, na forma de alimentação. Nesse sentido, faz-se necessário chamar a atenção da sociedade para os riscos de um vida sem atividades físicas.

Historicamente, os primeiros hábitos sedentários surgiram  durante o período Neolítico, como forma de economizar energia. Dessa maneira, no século XX, com a Revolução Industrial, o número de indivíduos aumentou, visto as diversas transformações ocorridas nessa época como, por exemplo, a introdução do carro na sociedade.

Hodiernamente, segundo dados do IBGE, quase metade da população brasileira é sedentária. Tal fato decorre principalmente ao desenvolvimento da tecnologia, que incentiva o consumo de alimentos industrializados. Ademais, a falta de investimentos em políticas públicas de incentivo ao esporte e à atividade física contribuiu significativamente para aumentar tal índice.

Sendo assim, ainda no século XX, os sociólogos Theodor e Max formularam o conceito da Indústria Cultural, segundo o qual há tentativa midiática de padronizar os comportamentos da população e facilitar o consumo, haja vista que as grandes empresas uniformizam propagandas, a fim de impor à sociedade um modelo invariável de hábitos alimentares, a exemplo, os “fast-foods.”

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Segundo Willian James: “O ser humano pode alterar sua vida mudando sua atitude mental.” Dessa forma, o Ministério da educação, junto com professores e psicólogos, poderia organizar palestras nas escolas para os alunos, a fim de ressaltar a importância dos hábitos alimentares mais saudáveis, bem como da prática de esportes e de atividades físicas. Por fim, o Governo Federal deveria promover campanhas e debates, com o objetivo de repudiar o incentivo à alimentação pouco saudável, assim como criticar a padronização imposta pela Industria Cultural. Talvez assim, possa-se sanar ou amenizar o problema.