Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 24/03/2024
Embora a Constituição federal de 1988 assegure a saúde como direito de todos,percebe-se que , na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito ao sedentarismo.Isso acontece devido à falha informacional sobre a temática, bem como à comodidade causada pelas novas tecnologias.
Primeiramente, vale destacar que o lapso do sistema informacional reforça essa conjuntura.Nesse contexto, Jean-Paul Sartre afirma, em sua obra “O ser e o nada”, que existe o conceito conhecido como “Acomodação Social”,segundo o qual há alguns temas sociais banidos da discussão coletiva.Sob a lógica de Sartre, a discussão acerca da falta de atividade física, embora seja relevante para a sociedade, não recebe a devida importância, haja vista que ,segundo informações da Organização Mundial da Saúde, um terço da população mundial adulta é fisicamente inativa e ,mesmo assim, não há disseminação dessa informação nos grandes meios de comunicação para alertar a população sobre os riscos da contuta sedentária.Além disso, o sedentarismo mata cerca de 50 milhões de pessoas anualmente. Nesse cenário, a falta de discussão leva à sociedade a se importar pouco com as consequências na sua saúde a longo prazo e , ainda, priorizar tempo destinado à atividade física.
Ademais, convém analisar que o conforto gerado pelas novas tecnologias agrava o problema. Nesse contexto,Mark Kennedy, escritor estadunidense, afirma que todas as maiores invenções tecnológicas criadas pelo homem, dizem pouco sobre sua inteligência, mas falam bastante sobre sua preguiça.Nesse cenário, verifica-se que as recentes inovações tecnológicas como os aplicativos de entrega, trabalho digitalizado e jogos de entreterimento são recursos que oportunizam o indivíduos a se acomodarem e se movimentarem bem menos que o necessário, favorecendo o sedentarismo.
É urgente, portanto, que o Ministério da Saúde e as escolas, responsáveis pela transformação social, contribuam para a disseminação da informação dos riscos de uma vida sedentária, por meio de projetos sociais como, ações comunitárias,