Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 02/11/2017
O sedentarismo na infância
Ser sedentário significa ser inativos, não praticar exercícios físicos regulares nem outra atividade regular que provoque considerável gasto de energia. Segunda maior causa de morte no planeta, o sedentarismo ultrapassou limites e nessa primeira metade de século XXI atinge indivíduos cada vez mais jovens. A curto prazo, as consequências são categoricamente individuais, contudo, se o problema persistir, a economia nacional enfrentará contratempos.
No Brasil, estima-se que 25% das crianças entre cinco e dez anos estejam acima do peso ideal. O ganho de massa corpórea e a consequente obesidade são as principais consequências de uma rotina sedentária. Como uma reação em cadeia, doenças cardíacas, diabetes, depressão e ansiedade costumam representar os próximos estágios do problema. Um indivíduo que enfrenta um ciclo vicioso e degradante como esse na infância, dificilmente conseguirá se ver livre dele na idade adulta.
Num âmbito amplo, figura-se um problema nacional, ilustrado pela parcela da PEA que será ocupada pelas atuais 1,5 milhão de crianças obesas do país. Trabalhadores cujos desafios pessoais diários afetarão continuarmente na vida profissional, e em casos graves podem chegar ao impedimento da mesma. Serão indivíduos acomodados, despretenciosos e melancólicos, com problemas de saúde física e mental frequentes. Caso nada mude, em 40 anos teremos um mercado de trabalho abarrotado de pessoas constantemente cansadas e estagnadas, dificultando o progresso da nação, e a expectativa de vida da população tenderá a cair.
O crescente sedentarismo infantil no Brasil, dessa maneira, provoca não somente danos à saúde individual dos jovens, mas também representa uma alarmante previsão para o futuro da economia do país caso a situação assim continue. Contudo, assim como afirmou Martin Luther King, ’toda hora é hora de fazer o certo’. Destarte, o Ministério da Saúde deve tornar obrigatório o acompanhamento de crianças e jovens em idade escolar - feito na própria escola - por profissionais de saúde especializados em combater o sedentarismo. Os pais participariam do processo, através de orinetações, e seriam concedidos incentivos aos que cumprissem as metas semestrais de combate ao sedentarismo. Empresas privadas colaborariam com o processo em troca de marketing, com ajudas em dinheiro e/ou equipamentos. Essas mesmas empresas sontinuariam com o processo, e assim estariam preparadas para lidar com os futuros adultos sedentários a serem contratados. O primeiro passo para uma solução é a atitude.