Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 05/09/2024

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca do sedentarismo. Isso acontece devido ao individualismo e à irracionalidade; fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.

Em primeiro lugar, o individualismo existente em grande parte da sociedade pode ser evidenciado como um problema que impede a resolução do sedentarismo.

Nesse sentido, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais: a fragmentação dos laços afetivos e o individualismo. Sob esse viés, ressalta-se que a passividade coletiva, perante ao sedentarismo demostra a realidade bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente, muitos indivíduos — preocupados com o consumismo e com seus desejos pessoais e laborais — não se importam com o que acontece ao seu ao redor. Segundo uma pesquisa realizada pelo “IBGE”, 46% ou seja, 67,2 milhões de pessoas da população adulta é sedentária. Desse modo, nota-se uma sociedade cada vez menos ativa fisicamente, logo o sedentarismo se tornando o grande mal do século.

Além disso, conforme o conceito de “Banalidade do Mal”, trazida pela filosófa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidencia a irracionalidade em relação ao sedentarismo, configurando a trivialização da maldade que, para Arendt ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor dos indivíduos. Nesse viés, percebe-se que a população normalizou o sedestarismo. Como consequência, isso tem gerado uma população mais doente, logo que o sedentarismo está associado a doenças cardiovasculares, obesidade, hipertensão, diabetes, entre outros.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o sedentarismo, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal, será revertido em palestras educativas em escolas, centros comunitários com medidas para combater o sedestarismo, através do Ministério da Saúde em parceria com especialistas de educação física, médicos da área de cardiologia e endocrinologia.