Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 10/02/2018

Na pré-história o ser humano era predominantemente nômade, em virtude da dificuldade de conseguir alimentos. Entretanto, com a agricultura e a civilização, mudou-se os hábitos para o sedentarismo. Este vem sendo maximizado ao longo do século XXI, em função das novas tecnologias que mudaram a forma de trabalho e lazer, dificultando a prática de atividades físicas, gerando inúmeras consequências.

A Revolução Informacional propõe o uso de tecnologia indiscriminada, fazendo com que o trabalho seja cada vez mais intelectual. Ainda que existam trabalhos que exigem capacidade física, a predominância é de atividades sem movimento, como o setor de serviços que agrega a maioria dos profissionais, como por exemplo professores, advogados e comerciantes. Dessa forma, sobrecarrega-se o cérebro e enfraquece o coração, criando indivíduos doentes para uma sociedade adoecida. Além desse péssimo fato, nos momentos lúdicos e livres a população os utiliza para consumir mais produtos eletrônicos, agravando o problema. Portanto, é fundamental a reflexão e o debate sobre o tema na esfera pública.

Outrossim, destaca-se as consequências do sedentarismo, visto que é evidente que não se aborda de forma completa o sedentarismo sem explorar seus malefícios. É válido salientar que o exercício físico é fundamental para a espécie humana, pois promove a ativação do Sistema Cardiovascular, que aumenta o fluxo sanguíneo e elimina resíduos metabólicos, combatendo doenças como a obesidade, diabetes e hipertensão. A obesidade gera problemas devastadores, desregulando diversas funções hormonais e metabólicas, assim como a diabetes e a hipertensão, cada uma numa via hormonal diferente. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de metade da população mundial irá sofrer consequências do sedentarismo, sendo evidente que o combate é necessário.

Destarte, é imprescindível que o Ministério da Saúde promova campanhas de combate ao sedentarismo, por meio de propagandas e palestras que incentivem o exercício físico, usando as redes sociais para o maior alcance de pessoas. Assim, reduzirá a longo prazo os gastos exorbitantes com saúde, visto que a sociedade melhorará a qualidade de vida, necessitando de menos recursos médicos, e melhorará a produtividade no trabalho, diminuindo os efeitos da fadiga e cansaço.