Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 20/09/2024
Nascendo como um produto do capitalismo, para os filósofos e sociólogos alemães — expoentes da Escola de Frankfurt — Max Horkheimer e Theodor Adorno, a Indústria Cultural é a força opressiva que anula o pensamento crítico e impede a emancipação humana. Seguindo uma de suas critícas ao conceito, especificamente sobre a lógica do consumo desenfreado e da mercantilização de todos os aspectos da vida social, nota-se que é com a mente refém de um ciclo consumista, e acomulando e poluindo nosso planeta, que a humanidade faz da Terra, prisioneira do grande mal do século: O sedentarismo.
Em primeira análise, durante o início da história de Chuck Palahniuk, “Clube da Luta”, é visível a vida cíclica que seu personagem principal leva — desconta o estresse do trabalho, assistindo televisão até tarde e comprando itens desnecessários a si. No livro, consequência de sua rotina viciosa, o protagonista é acometido por crises de insônia. Na realiadade, muitas pessoas remanescem do mesmo sistema com essa e outras enfermidades, que silenciosamente, tornam seu enfermo propenso ao sedentarismo. De acordo com dados da OMS, mais de um bilhão de adultos, no mundo, estão em sobrepeso.
Por conseguinte, em paralelo à animação de 2008, “Wall-e”, o qual retrata a espécie humana em um futuro distópico, vivendo em uma nave que sobrevoa o seu planeta já inabitável, percebe-se os danos causados devido à poluição gerada pela acumulação. No filme, os sobreviventes vivem com o auxílio doméstico integral de robôs, tornando-os agora, em totalidade sedentários. Na soma das exaustivas jornadas de trabalho, com a silente arma viciante da tecnologia afloram-se tendências consumistas e sedentárias, que na vida real, enfraquecem a saúde do ser humano, ou do planeta em que habita.
Urge, portanto, a necessidade do redirecionamento de verbas por parte dos governos mundias, para criação, ou auxílio de programas de incentivo a atividade esportiva de todas as idades, preenchendo assim tempos que seriam vagos em suas rotinas, e também, em parceria com influenciadores digitais, a divulgação pelas redes sociais da OMS, de dados e campanhas, para a conscientização acerca das injustiças e desigualdades presentes no consumismo do sistema capitalista.