Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 23/02/2018
O sedentarismo se caracteriza pela falta da prática de atividades físicas nas quais há gasto calórico pelo indivíduo. Tal situação de inatividade é alarmante, pois corrobora para o aumento das chances de se adquirir doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Desse modo, é fundamental que a sociedade se atente a esse problema e, se for o caso, mude seus hábitos imediatamente, pois pode haver consequências graves e até irreversíveis na vida de uma pessoa.
Em primeiro lugar, é necessário enfatizar que são diversos os fatores que contribuem para a ocorrência desse “mal do século”, sendo que muitos estão correlacionadas às tecnologias. As facilidades de se fazer inúmeras coisas -das quais hoje em dia não há mais a necessidade de sair de casa- através da internet, uso diário de meios de transporte motorizados e a utilização de celulares, computadores e videogames como forma de lazer ao invés da prática esportiva são as principais causas. Logo, o aparente progresso da sociedade que é atribuída às ferramentas tecnológicas, implica na diminuição da saúde e, consequentemente, na qualidade de vida da população.
Além disso, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase metade da população (46%) é sedentária. Tal fato preocupa a sociedade médica que atribui a essa estatística o aumento do índice de algumas doenças, o que possivelmente contribui para a sobrecarga de hospitais e, consequentemente, para o agravamento da situação da saúde pública do país. Por esse motivo, as autoridades governamentais devem agir para que o sedentarismo não se alastre ainda mais e que, desse modo, haja a diminuição dos impactos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Logo, para inverter esse quadro preocupante, o Ministério da Saúde deve promover a transmissão, em veículos de comunicação de massa, de campanhas publicitárias que informem as pessoas sobre os riscos do sedentarismo e incentivem a prevenção através da prática de atividades físicas. Além disso, o Ministério da Educação pode agir através da inserção de aulas especiais de cunho educativo e lúdico na Base Comum Curricular que objetivam a criação de hábitos saudáveis, desde o princípio, na vida de crianças e adolescentes. Desse modo, será possível combater o “mal do século”.