Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 07/10/2024
Garfield, figura fictícia das histórias em quadrinhos, é um gato que costuma comer bastante e realizar poucas atividades físicas. Analogamente, no mundo real, uma grande parcela da população age de maneira semelhante ao personagem, sendo considerada sedentária. Ademais, o sedentarismo é um grande mal da sociedade contemporânea, e é crucial analisar suas principais consequências e causas, que constituem-se no agravamento de doenças e na desigualdade social.
Em primeira análise, nota-se como o sedentarismo é um grande fator de risco à saúde da população. Segundo o Ministério da Saúde, indivíduos que possuem um baixo gasto calórico semanal tendem a adquirir doenças como a obesidade e diabetes mais facilmente, além de agravar casos de estresse e ansiedade. Além disso, a realização de atividades físicas é uma ótima maneira de combater esses perigos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a prática de exercícios ajuda na queima de calorias e a manter as funções biológicas do corpo equilibradas. Desse modo, observa-se as consequências do sedentarismo e como uma vida mais ativa pode ajudar a combater esse problema.
Outrossim, a desigualdade social é um propulsor para o sedentarismo. Nota-se como pessoas em situação de vulnerabilidade não possuem condições para manter uma vida saudável. Um exemplo que ilustra essa situação é a personagem Macabea do livro “A Hora da Estrela”, que, por possuir pouco aporte financeiro, se alimentava apenas de alimentos processados e refrigerante, além de não realizar nenhuma atividade física, algo decorrente de sua longa jornada de trabalho. Da mesma maneira, diversos indivíduos reais vivem a mesma situação. Logo, é notório como a desigualdade social é algo que potencializa o sedentarismo.
Portanto, fica evidente como sedentarismo é um problema a ser resolvido. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde crie estratégias eficazes para encorajar a população a praticar exercícios e a buscar uma alimentação saudável. Tal ação deve ser feita por meio da construção de locais de exercício próximos a áreas mais precárias e pela divulgação de receitas saudáveis de baixo custo em revistas. Ademais, o acesso as receitas deve ser gratuito. Isso deve ocorrer a fim de reduzir os altos níveis de indivíduos sedentários na sociedade brasileira.