Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 02/03/2018

Um dos grandes problemas que atinge mais de 60% da população mundial é o sedentarismo. A falta de atividades físicas pode acarretar inúmeras complicações para a saúde, como por exemplo, aumento da pressão arterial, maior propensão ao diabetes, além de aumentar em 60% os riscos de morte prematura. Os dados alarmantes levantam preocupação entre a sociedade e a comunidade médica, apontando o sedentarismo como o possível mal do século.

Segundo dados do IBGE, o número de adultos sedentários no Brasil já chega a 67,2 milhões, apresentando maior concentração percentual na região Norte do país com 48% da população. Após a Revolução Técnico - científico - informacional, com as diversas evoluções no campo tecnológico, as atividades têm se tornado cada vez menos físicas e mais virtuais. Essa falta ou grande diminuição de mobilidade aumenta demasiadamente o potencial para uma vida sedentária e acomodada, consequentemente pouco saudável.

De acordo com pesquisas realizadas pela revista científica Lancet, o sedentarismo não afeta restritamente a gestão de saúde, como também, a esfera econômica, com o custo de US$  67,5 bilhões de dólares por ano à economia global visto que, sedentários gastam mais com medicamentos e tratamentos médicos. Essa globalização do problema faz com que ele seja apontado como o mal do século, apresentando dados semelhantes às consequências acarretadas pela depressão, considerada como o mal do século XVIII na segunda geração do Romantismo brasileiro.

O sedentarismo, portanto, é um problema que exige atenção. Apesar dos existentes programas governamentais que disponibilizam academias ao ar livre em praças e pistas para caminhadas e corridas, a falta de divulgação de hábitos mais saudáveis gera resultados não tão satisfatórios. Cabe aos meios de mídia uma conscientização popular para hábitos benéficos à saúde e as consequências que a ausência destes pode causar, além de cartilhas distribuídas pelo governo em escolas e hospitais.