Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 02/11/2024

No filme “Wall-e”, lançado em 2008 pela empresa produtora de filmes Walt Disney, seres humanos do futuro se sentem demasiadamente acomodados com a tecnologia ao seu redor, o que compromete a movimentação corporal dos personagens. Esse longa-metragem retrata muito bem a obesidade, uma das notáveis consequências do sedentarismo, que se configura como a falta de atividade física que atinge grande parte da população no globo, desde os mais novos até os de idade mais avançada.

Nesse sentido, é possível entender que não se trata de um problema restrito, mas sim que abrange o ser humano como um todo. Diversos fatores que contribuem para o crescimento dessa casta de pessoas sedentárias são, por exemplo, aparelhos tecnológicos, problemas mentais, como ansiedade e depressão, a comodidade, etc. Dados publicados recentemente pelo IBGE revelam que o sedentarismo está mais presentes nos jovens, que são expostos a costumes da atualidade, como a redes sociais, fastfoods e alimentos industrializados.

Além disso, é importante salientar que, desde a Primeira Revolução Industrial, com a criação da locomotiva a vapor e outras invenções, inovações que deveriam beneficiar a espécie humana, como o carro, o metrô e a famosa escada rolante, têm feito o contrário disso, trazendo diversas doenças que comprometem a saúde das pessoas. Contudo, como Weber denfendia, os indíviduos se dispõem da liberdade para agir e alterar a sua realidade, o que pode ser feito através da atividade física.

Diante de tudo, pode-se considerar o sedentarismo como um mal que acomete a sociedade há um tempo. Portanto, é de suma importância que medidas sejam tomadas para combater essa causa: palestras sobre o tema devem ser priorizadas em escolas, de maneira regular. Deve haver a própria conscientização pessoal do cidadão, tendo em mente a importância de se movimentar, visando a sua saúde, e a participação da mídia, privilegiando, de certa forma, os males do sedentarismo e como combater a inatividade física. Dessa forma, quem sabe, o mal do nosso século possa ser reduzido parcial ou totalmente da nossa sociedade.