Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 11/03/2018

Segundo Émile Durkheim, um dos célebres sociólogos do século XIX, a sociedade pode ser comparada a um “organismo vivo” por apresentar funcionalidade integrada. Hodiernamente, esse organismo tende a enfrentar um problema alarmante, o sedentarismo. Nesse contexto, há dois pontos que não podem ser negligenciados, como a ausência de políticas de saúde capazes de reeducar os cidadãos, responsável por nutrir o sedentarismo. E, as consequências desse sedentarismo sobre a sociedade.

Em primeira análise, cabe pontuar que a não realização de atividades ocupacionais de elevado gasto calórico é um fator conjuntural. Isso ocorre devido a mudanças no cotidiano e hábitos dos indivíduos, promovidas normalmente pela cultura capitalista, juntamente com a despreocupação por parte do governo, assim acarretando um acomodamento gradativo da população brasileira. Como resultado, levantamentos feitos no ano de 2015 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), apontam o constante crescimento do sedentarismo dentro da sociedade, no qual esse crescimento é proporcionado pela ausência de tempo e/ou desinteresse em práticas esportivas por parte da população, especialmente entre os jovens de 18 a 24 anos, no qual a taxa de sedentarismo chega a 52,2%, nessa parcela da população, devido ao desinteresse nas práticas esportivas e acomodamento pelas novas tecnologias.

Ademais convêm frisar sobre as consequências desse problema sobre tudo na sociedade. Inicialmente, destaca-se que as conseqüências do sedentarismo não cabem somente a ausência de atividades físicas, mas também á maus hábitos alimentares, como dietas com altos níveis de glicose e colesterol, os quais a não serem utilizados pela ausência de atividades físicas, tendem a se acumular e promover o ganho excessivo de peso, juntamente a uma série de conseqüências negativas, em especial riscos ao sistema cardiometabólico, segundo o cardiologista, Roberto D. Miranda.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar o problema. É imprescindível que o governo se mantenha indiferente ao problema do sedentarismo. Por tudo isso, há a necessidade de uma intervenção por parte do Ministério da Educação (MEC), o qual promova palestras e encontros sobre a necessidade e o beneficio das práticas esportivas, juntamente a projetos de inclusão esportiva. Além disso, é essencial que haja a participação do Ministério da Saúde, o qual promova efetivas políticas de saúde de combate ao sedentarismo, disponibilizando orientadores, como nutricionistas, médicos e educadores para atender a demanda populacional.