Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 15/04/2018

O mundo moderno tecnológico tem criado cada vez mais, inúmeras alternativas na direção de satisfazer o ser humano. Contudo, traz consigo prejuízos pouco perceptíveis no início, mas que, com sua continuidade terão efeitos nocivos à saúde do brasileiro, que é o caso do sedentarismo. Tal problema de saúde pública, procede da negligência que a sociedade possui acerca dessa adversidade. Desse modo, fatores de categoria governamental, bem como cultural, expressam a urgência de mudanças nesse cenário.

É importante pontuar de início a negligência da presidência quanto a abordagem da temática. Cabe mencionar que a falta de recursos, de políticas públicas e incentivos à sociedade para combater a falta de exercícios, contribuem para o desencadeamento de doenças, tais como problemas cardiovasculares, diabetes, osteoporose, entre outros. Convém destacar, que grande parte das cidades não possuem academias públicas, ciclovias, o que dificulta o acesso às camadas mais baixas. Isso revela que uma má gestão pública pode influenciar diretamente na vida da sociedade, pois, com a devida orientação e uma infraestrutura adequada seria possível incluir a realização de atividades físicas simples na rotina dos cidadãos.

Um outro fator aborda como a cultura do sedentarismo está consolidada nos valores brasileiros. Tal fato pode ser verificado através de uma pesquisa realizada pela revista Galileu que afirma o povo brasileiro como um dos mais sedentários do mundo. Todavia, isso é reflexo da pouca ênfase em aulas de educação física nas escolas, além disto, a falta de segurança para a prática de exercícios ao ar livre e áreas de lazer públicas, são alguns dos embates diários que tornam o ser humano mais desinteressado. Nesse sentido, fica evidente que a prática de exercícios precisa incentivada para proporcionar uma melhor qualidade de vida aos praticantes que serão recompensados com uma elevada vitalidade.

Se torna claro, portanto, a influência de fatores públicos e instrutivos na problemática referida. Nesse viés, é dever do Estado direcionar verbas para a construção de mais áreas de lazer juntamente aos Municípios, priorizando o bem-estar da população, com o intuito de promover o acesso a todas as camadas sociais. Somado a isso, o Ministério da educação paralelamente às escolas, deve investir em programas educativos que busquem despertar o interesse em exercitar-se desde a infância, buscando desenvolver a interação entre alunos a fim de reduzir gradativamente a dependência dos menores a tecnologia e expandir o convívio social. Assim, com a prática de ações preventivas de várias áreas, poderemos manter a cidadania com sistemas inteligentes e garantir a harmonia do corpo social.