Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 08/08/2025
O reality show “Além do Peso”, exibido pela RecordTV, reúne pessoas obesas de todo o Brasil para contar a história de cada participante. Um dos fatores cruciais abordados nas reportagens é como o sedentarismo é prejudicial, já que realizar tarefas cotidianas, como escovar os dentes e andar, torna-se um enorme desafio. Desse modo, a telerrealidade reflete um cenário comum na sociedade atual: o sedentarismo. Assim, o culto ao corpo ideal e a exclusão social são os principais pilares desses conflitos.
Nesse sentido, vale ressaltar a valorização da imagem como perpetuadora desse impasse. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 70% da população realiza atividades físicas apenas para manter a estética. Sob essa ótica, percebe-se que esse pensamento é bastante limitado, uma vez que os exercícios físicos vão muito além da aparência, contribuindo para uma vida mais saudável e ativa. Dessa forma, ao se limitar a importância da atividade física à estética, o sedentarismo se perpetua.
Ademais, destaca-se a exclusão social como impulsionadora da problemática. Sob essa perspectiva, segundo o sociólogo Karl Marx em sua obra “O Capital”, as pessoas vulneráveis tendem a ser excluídas e marginalizadas. Por esse viés, indivíduos economicamente desfavorecidos têm seu direito à igualdade — legitimado pela Constituição Federal — negado, pois, por não terem condições de pagar por quadras e espaços privados, acabam deixando de praticar esportes.
Portanto, com o intuito de mitigar o sedentarismo, é urgente que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Educação reverta essa verba na contratação de profissionais que, por meio da construção de quadras e espaços coletivos em áreas periféricas, ofereçam oportunidades para a população de baixa renda combater o sedentarismo. Além disso, é fundamental que a mídia divulgue amplamente os benefícios da prática regular de exercícios físicos