Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
Uma das primeiras atitudes do governo soviético após a Revolução Russa foi abrir espaços que antes eram exclusivos as classes mais altas para a população no geral. Em contrapartida, o território brasileiro, no período atual, é um dos que mais promovem o nascimento de espaços que são criados para usufruto de pequenos grupos. É cabível aqui analisar as causas e consequências de tal problema.
Em primeiro lugar, é preciso apontar que a postura adotada pelos governos brasileiros desde os primórdios de sua história atuaram de maneira a segregar pessoas. No período inicial da República, por exemplo, as reformas urbanas promovidas no Rio de Janeiro expulsaram a população negra remanescente dos povos escravizados dos centros da cidade e as levaram a viver em periferias, que mais tarde se tornariam grandes favelas, em que viviam na ausência de serviços básicos, como os de saneamento básico, enquanto as classes mais altas que se assentavam nos centros tinham acesso a tais serviços, usufruindo das reformas promovidas pelo governo. Com isso fica evidente que o governo pouco se esforça em oferecer serviços de qualidade que venham a ser oferecidos a população de baixa renda e tampouco promove um espaço de convívio igualitário entre ricos e pobres, acentuado as desigualdades e a segregação entre essas classes.
Outrossim, a segregação não parte apenas do setor público, mas também do privado, que cada vez mais se elitiza e cria espaços diferenciados baseados nas diferenças entre as condições dos que podem e dos que não podem pagar. Diferente do que preconizou Sartre ao dizer que o homem nasce livre, a realidade brasileira nega tal fato ao restringir espaços que deveriam ser de acesso a todos para apenas alguns, violando a liberdade e tornando-a submissa ao poderio econômico detido por poucos.
Diante dos fatos acima apresentados, é de vital importância que a segregação de classes seja combatida . O Ministério da Educação e Saúde poderiam direcionar maiores verbas aos seus respectivos serviços prestados, equipando e modernizando escolas e hospitais de maneira que a disparidade entre os serviços prestados a ricos e pobres seja amenizada e até se equiparem. O Legislativo, por sua vez, poderia coibir, no setor privado, a criação de espaços que separem ricos e pobres por meio da criação de impostos mais pesados sobre lugares que adotassem tal postura segregacionista. Promovendo assim, a convivência e a prestação de serviços igualitária tanto para ricos como para pobres.