Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 11/05/2020
“Os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já são diferentes.” Nesta frase de Barão de Itararé, jornalista brasileiro, é exposto que o indivíduo vive em desigualdade desde o seu nascimento. Assim como retratado na citação, no contexto brasileiro contemporâneo a segregação das classes sociais é evidente e mostra-se presente em fatores como educação e cultura.
De início, cabe destacar que o baixo investimento na educação pública do país representa um retrocesso para a coletividade que prega por igualdade. Nessa perspectiva, na novela “Amor de Mãe”, é possível perceber a realidade das escolas públicas: falta de verba para materiais escolares e tiroteios no meio das aulas, diferentemente do cenário das escolas particulares com boa infraestrutura e acesso à materiais de qualidade. Dessa maneira, o desenvolvimento escolar do aluno de escola pública torna-se inferior ao demais, afetando assim seu futuro.
Além disso, vale ressaltar que de acordo com os sociólogos da Escola de Frankfurt, a cultura tornou-se um instrumento voltado para a obtenção de lucros. Nesse viés, a excessiva mercantilização dos bens culturais, como os cinemas, segrega áreas periféricas, nas quais grande parte da população é desprovida de amplos recursos financeiros para acessar tais meios de lazer. Desse modo, constata-se que a cultura no Brasil é elitizada, uma vez que muitos tem seu acesso dificultado.
Verifica-se, então, a necessidade de ampliar o acesso à educação de qualidade e à cultura no Brasil. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Educação assegure uma melhor infraestrutura nas escolas públicas do país, ao direcionar mais verbas dos impostos para a educação. Ademais, precisa-se que a sociedade, mediante a criação de projetos de lei, os quais tornam obrigatória a descentralização dos cinemas, pressione o Poder Judiciário a aprová-los, com o objetivo de democratizar seu acesso. Assim, a educação e a cultura deixarão de ser destinadas somente à elite e a desigualdade citada por Barão de Itararé poderá ser minimizada.