Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

De acordo com Karl Marx, a falta de mobilidade social no sistema capitalista é provocado pela valorização ou desvalorização das atividades exercidas e consequentemente das pessoas nelas inseridas, ou seja, há níveis de importância de cada ser humano na sociedade. Por isso que, a segregação das classes sociais no Brasil causa tantos problemas para a sociedade hodierna. Afinal, o status e a camarotização na sociedade brasileira dita o que é ser um humano.

Em primeiro lugar, durante a Idade Média o status era movido de acordo com a posse de terras e a hereditariedade, no qual o nobre estava no topo da pirâmide social e os camponeses na base. Porém com a ascensão do capitalismo, o dinheiro foi modificando essa estratificação tal que hoje o poder é dado para as pessoas com aquisição financeira maior em contraposto com o de aquisição menor. Assim, na maior parte do cotidiano o rico é visto como um deus vivo e o pobre como um bandido.

Em segundo lugar, a camarotização da sociedade está amplificando a exclusão social no qual os bairros dão lugar para os condomínios fechados, o posto de saúde do SUS dá lugar aos hospitais estilo ‘Albert Einstein’ e as arquibancadas dá lugar aos camarotes. Dessa forma, a separação física entre os indivíduos vão trazendo problemas xenófobos, isso é, antipatia entre pessoas de meios diferentes. Com isso, segundo o IBGE de 2016 apenas 3 pessoas em cada 100 ganham mais de 16.263 reais enquanto aproximadamente 56 pessoas em cada 100 ganham 2.166 reais, o que demonstra ainda mais a disparidade entre as classes sociais.

Pode-se perceber, portanto, que a segregação das classes sociais no Brasil vem causando problemas lastimáveis. Por isso, é necessário que o poder legislativo - a Câmara e o Senado - realize assembleias com o auxílio de doutores em educação, apresente medidas e criem leis para ampliar o acesso de qualidade à educação, para que assim os estudantes de classes baixas tenham oportunidades igualitárias ao os de classes altas. Para que de fato, as classes sociais sejam mais igualitárias em futuros estudos do IBGE.