Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 02/05/2020
A série brasileira ``3%´´, retrata a disparidade social e econômica em um futuro próximo, no qual um mundo é dividido entre o Continente, onde vive a maioria esmagadora da população e o Maralto, uma ilha paradisíaca, almejada por todos. Fora da ficção, a realidade não é diferente da apresentada no seriado. Nesse sentido, é necessário analisar a má distribuição de renda no Brasil e as questões de desigualdades como fatores que colaboram para a segregação das classes sociais no país.
Em primeiro lugar, cabe analisar a concentração de renda com determinados grupos de indivíduos como motivo de persistência para esse desafio. Isso se dá por meio da ausência de algumas oportunidades de emprego e funções diferentes terem seus devidos salários diferentes, isso ocasiona a alta do desemprego e leva alguns cidadãos a não conseguirem ter uma renda salarial para garantir-lhes uma condição de vida mais estável. Esse fato é comprovado segundo relatórios da ONU (Organização das Nações Unidas), que expressa a concentração de renda no Brasil como a segunda maior do mundo. Desse modo, é notório que a carência de vagas de emprego para essa parte da população promove as condições desiguais no país, visto que a outra parcela do grupo de indivíduos que obtém esse recuso irão conseguir adquirir uma renda maior.
Ademais, é necessário destacar as diferenças sociais como motivo para segregação de grupos sociais menos favorecidos. Isso porque quanto maior a renda e obtenção de benefícios próprios, como educação de qualidade, emprego, etc, um indivíduo obtiver maior é a camada social em que ele estará inserido, levando assim os grupos menos detentores desses recursos a tornarem-se inferiores socialmente e segregados dos demais corpos sociais. Segundo o sociólogo Karl Marx, a origem da desigualdade estava na relação desigual de forças em que a burguesia, mais forte e dona dos meios de produção, explorava o trabalho do proletariado, classe social mais fraca e dona apenas de sua força de trabalho. Assim, nota-se que essa diferença originou-se da obtenção de capitais e a partir disso houve uma estratificação na sociedade brasileira.
Portanto, é visível a necessidade de modificação do cenário social brasileiro. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho, órgão responsável pelas questões relacionadas às relações trabalhistas no país, juntamente com o Governo Federal, desenvolver maiores oportunidades de emprego aos grupos de cidadãos com baixa renda, por meio da criação de projetos trabalhísticos que necessitem de operários. Espera-se, com isso, que essa parcela da população seja atraída e garanta uma renda salarial maior que possa suprir suas necessidades, e assim, haver diminuição na desigualdade social. Dessa forma, a realidade social brasileira não mais será comparada a realidade da série ```3%´´.