Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 10/05/2020

No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma prisão vertical, na qual cada nível é uma classe social. Na narrativa, fica clara a divergência do luxo dos primeiros andares comparada à miséria dos últimos, analogicamente à realidade. Fora da ficção, o problema de segregação de classes no Brasil, se vê, com efeito, atrelado ao fato do enraizado individualismo capitalista e da falta de consciência de classe em uma sociedade verticalmente hierarquizada.

Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que, em função das desigualdades, o egoísmo típico do capitalismo se sobrepõe, intensificando um pensamento elitista que escancara um preconceito social. Dessa forma, de acordo com o Artigo 5 da Constituição Brasileira de 1988, toda a população é igual perante a lei, no entanto, o Estado não garante, de maneira legítima, igualdade a todos, o que contribui, assim como nos níveis do Poço, o aumento na disseminação dos contrastes e filáucia capitalista. Desse jeito, é latente a discrepância entre a população.

Ademais, é imperativo ressaltar que a partir da segregação, instaura-se o não desenvolvimento  de atitudes coletivas em relação a condição econômica. Dessa maneira, segundo Émille Durkheim a sociedade é comparada a um “corpo biológico”, por ser formado por partes que interagem entre si, todavia esse corpo encontra-se defasado por falta da união das classes para combater às mazelas sociais que, gradativamente, atenuam o processo separatista. Logo, providências devem ser tomadas.

Em suma, é importante que o Governo tome medidas para reverter o quadro atual. Para um planejamento civilizatória adequado, Ministério do Desenvolvimento Regional, através de verbas públicas, deve desenvolver obras de saneamento básico; construção de hospitais; escolas públicas com uma infraestrutura satisfatória e com professores qualificados, com o perpasse de um ensino de qualidade, para que pessoas desfrutem de sistemas com qualidades equitativas, assegurando o direito igualitário diante a lei, para a quebra de disparidades. Desse modo, somente assim será possível quebrar o sistema que rege O Poço.