Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

O livro “O quarto de despejo” de Carolina de Jesus retrata o período do governo de Juscelino Kubistschek, o qual foi responsável por diversas mudanças e modernizações no Brasil, no entanto a população pobre, como era o caso da escritora, não desfrutou de nenhuma medida realizada, pois estas não chegaram até as comunidades. Diante disso, os serviços públicos de má qualidade para a população pobre e a disponibilidade de serviços pagos de melhor qualidade geraram uma segregação de classes no Brasil.

A Constituição Federal garante no artigo 6°, educação, saúde e segurança, sendo assim,esses serviços são disponibilizados pelo governo a toda população. Contudo, esses serviços são utilizados majoritariamente pela população com menor renda, por ter menos qualidade em relação a esses serviços pagos.O SUS por exemplo, tem filas de espera muito maiores do que clínicas e hospitais particulares e as escolas particulares colocam o dobro de alunos no ensino superior em relação à rede pública, segundo uma matéria da folha de S. Paulo.

Por conseguinte, as classes mais altas pagam por escolas particulares, convênios de saúde, hospitais particulares e condomínios fechados com segurança particular, gerando assim menor sociabilidade e consciência entre diferentes classes. Deste modo, vivemos uma especie de “apathaid”, com as desigualdades sociais e econômicas cada vez mais evidentes, é possível saber exatamente onde encontrar ricos e pobres e no Brasil.

Portanto, o governo federal como garantidor dos direitos individuais deve por meio do MEC, ministério da saúde e ministério da justiça e segurança pública, promover melhoria no ensino básico, para que pobres possam entrar nas universidades, melhoria no sus, diminuindo as filas de espera para que não haja necessidade de pagar pela saúde e melhoria no treinamento, equipamentos e quantidade de agentes de segurança pública para que não seja preciso pagar um condomínio, a fim de equiparar os serviços públicos ao privados e diminuindo a segregação socioespacial no Brasil.