Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 14/05/2020

No artigo quinto da Constituição Federal declara que: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Entretanto, apesar do suporte no âmbito legislativo há falhas para a garantia desse direito visto a segregação das classes sociais no Brasil, fato que é expresso na distinção na infraestrutura em cidades de populações mais ricas e mais pobres. Assim, denota-se a problemática a cerca da atuação dos governantes em promover o bem-estar de toda a sociedade, como também dos civis exigirem um melhor desempenho destes.

Mormente, é indubitável que as desigualdades sociais são lástimas que não deveriam ser tão frequentes no século XXI, posto que a maioria das pessoas conhecem os seus direitos e por viverem em uma democracia podem requerê-lo com mais facilidade do que nos séculos passados. No entanto, o cenário atual aponta para um certo grupo receber mais privilégios do que os demais e o poder público possui grande responsabilidade por essa segregação, já que ao invés de manter homogeneidade entre os espaços da cidade, por exemplo, ele age de maneira contrária. Afinal, os bairros com condições superiores na infraestrutura têm maior valorização economicamente e se localizam próximos ao centro, enquanto que os menos aclamados ficam nas periferias e recebem pouca atenção.

Por conseguinte, a segregação social é um problema indiscutível e sem utilidade visto que todo ser humano é igual ao outro pelo fato da vida ter um valor significativo e por esse aspecto o princípio da igualdade é válido. Dessa forma, se torna fundamental que os indivíduos de uma sociedade, para combater o embate, devem solicitar dos seus governantes a execução da justiça em vez de manifestação de privilégios, pode-se citar como anélise o investimento em lugares mais aprazíveis no sentido econômico. Pois, de acordo com um estudo proposto pelo IBGE demonstra que em todo o Brasil, a presença de esgoto a céu aberto foi detectada no entorno de 11% dos domicílios, e, na região Norte o estorvo está 32,2% das residências. Portanto, cada cidadão é responsável pela pessoa que elegeram e detém a obrigação de exigir deles o melhor serviço possível.

Destarte, é imprescindível o combate a segregação das classes sociais no Brasil por causa dos prejuízos gerados. Para tanto, cabe, a priori, ao Governo um maior investimento financeiro na manutenção da infraestrutura das cidades, priorizando as regiões que mais necessitam, como tratamento de esgoto, com o intuito de garantir uma melhor qualidade de vida as pessoas dado que essas são deveras expostas a contaminações e não é agradável conviver em um lugar que emana um odor hostil. A posteriori, os civis devem estar sempre atentos ao serviço dos seus governantes a fim de obterem respaldo para demandar a execução dos seus direitos assegurados pela Constituição Federal.