Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 10/05/2020
O teatro da Ribeira dos Icós, localizado em Icó, Ceará, foi construído em 1860. A entrada nessa instituição era exclusiva a classes elitizadas da cidade, ficando o povo menos favorecido impedido de ver as apresentações teatrais e exibições cinematográficas que ali eram expostas. Com isso, vemos que a desigualdade tem raiz histórica, não sendo uma prática recente no Brasil; os privilégios concedidos às elites, contribuem para que haja segregação social no país.
No atual contexto histórico, o acesso ao cinema no Brasil tornou-se uma prática restrita a pessoas da alta sociedade. Isso se deve pela salas de exibições estarem concentradas nas grandes cidades e em locais elitizados, como nos shoppings, além do alto custo dos ingressos, que impossibilita que pessoas mais pobres possam usufruir desse lazer. Paralelamente, em estádios de futebol e casas de show, podemos notar a “camarotização”, que é a presença de espaços privilegiados a pessoas de classe social alta. Essa separação de cidadãos no estado físico, reforça a ideia de que as pessoas são divididas pelo seu estado financeiro.
Deve-se abordar, ainda, que a segregação de classes sociais, acima de tudo, limita o contato entre culturas e diversidades. Áreas que são ocupadas majoritariamente por pessoas menos favorecidas são geralmente marginalizadas. A exemplo disso, são as periferias das grandes cidades que abrangem minorias socialmente vulneráveis, como negros e pobres. Como a marginalização dessa classe é persistente - sobretudo pelas mídias televisivas - não há nesse espaço nenhum evento ou instituição que una os ricos aos pobres.
Dessa forma, fica evidente a segregação de classes sociais pelo seu estado financeiro. Contudo, cabe aos donos das diversas instituições de lazer, como casas de show e estádios de futebol, por meio da ruptura de camarotes ou espaço privilegiado à classe alta, a fim de que não haja separação entre ela e as demais. Rompendo as divisões dos espaços físicos e também aderindo à diminuição de valor de ingressos, o acesso a estabelecimentos sociais será universal e não exclusivo. Assim, o contato entre classes sociais distintas em espaços, diminuirá o sentimento de superioridade e inferioridade, e facilitará especialmente a mistura de culturas e diversidades brasileiras.