Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

Desde a época da colonização, diferenças culturais, sociais e econômicas estão presente em todo Brasil. Porém, apesar dos séculos passarem, alguns problemas ficaram enraizados na sociedade, como é o caso da segregação das classes sociais. Diretamente ligado ao olhar negativo às classes mais baixas e o aumento de discursos maniqueístas.

O país apresenta uma heterogeneidade explícita de sua população, resultado de seu processo histórico, porém o desenvolvimento que foi alcançado pelas cidades não acompanhou essa realidade. Observa-se os estilos de vida cada vez mais distintos vividos pelas pessoas mais carentes e aquelas que possuem um maior poder aquisitivo. Comprova-se este fato ao analisar o crescente número de enclaves fortificados, ou seja, moradias, espaços de lazer e consumo destinados apenas para os mais ricos da sociedade; e que não reconhece o pobre como seu igual.

Além disso, cada vez mais, grupos diferentes sofrem com discursos de discriminação, por exemplo, afrodescendentes e indígenas que compõem a maior parte da população miserável. Eles são colocados como ruins e sofrem preconceito; o que dificulta sua ascensão social e reversão de sua situação já que são culpabilizados pelas mazelas sociais. Isso representa um risco tanto à democracia quanto aos Direitos Humanos, pois os direitos assegurados a eles, de liberdade, igualdade e dignidade, deixam de ser universais e passam a ser privilégio de poucos.

Em face a essa realidade são necessárias medidas como: promoção de políticas públicas, como a criação de campanhas e melhoras de espaços públicos, pelo governo, para que tenham qualidade e sirvam como locais de interação. E, as escolas e universidades, podem realizar projetos e discussões para ensinar e mostrar a realidade da desigualdade social do país, a fim de auxiliar na formação de adultos mais conscientes. Dessa forma seria possível começar a reverter esse processo de segregação.